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	<title>Finanças Pessoais &#187; bovespa</title>
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	<description>Tudo sobre Finanças Pessoais em um só blog.</description>
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		<title>Investidores em bolsa vem diminuindo a 10 meses, qual será o motivo?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 18:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Facchini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leonardo Facchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem depois de ler uma notícia que informou que o número de investidores pessoa física na Bolsa teve queda no mês de marco e vem caindo desde maio de 2011, fiquei pensando os motivos que podem levar a essa queda. O que será que está de errado, uma vez que os esforços para divulgar esse mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem depois de ler uma notícia que informou que o número de investidores pessoa física na Bolsa teve queda no mês de marco e vem caindo desde maio de 2011, fiquei pensando os motivos que podem levar a essa queda.</p>
<p>O que será que está de errado, uma vez que os esforços para divulgar esse mercado são enormes. Quem não recebe ao menos um e-mail por semana com publicidade a respeito de investimentos em ações, convites para assistir a uma palestra, curso relacionado entre outros apelos utilizado para divulgar a modalidade. Isso sem contar os esforços da própria BM&amp;FBovespa para divulgar e promover o investimento em ações nas principais mídias nacionais além de eventos regionais.</p>
<p>O ponto principal é que muitos procuram iniciar o investimento em ações sem ter definido o objetivo e principalmente um prazo para as aplicações. De forma geral percebo que as pessoas buscam investir por que ouviram falar que é bom ou o amigo investe, enfim está na “moda”. Mas é muito raro alguém procurar investimentos com uma agenda já definida buscando maximizar sua qualidade de vida presente e principalmente garantir a qualidade de vida futuro, utilizando-se dos investimentos não como um fim de ganhar dinheiro, mas como um meio de acumular capital, se proteger da inflação e tentar garantir uma rentabilidade compatível com sua agenda de objetivos e sustentável pelo mercado.</p>
<p>Outro fator intrínseco no anterior causado pela falta de planejamento é o imediatismo do ser humano, as pessoas iniciam seus investimentos no mercado de ações, com a ideia de que no próximo ano o seu capital estará multiplicado no mínimo por duas vezes ou mais. Isso “não existe”, a bolsa é investimento de longo prazo, e quando digo longo prazo não estou dizendo um ou dois anos como muitos pensam a respeito de longo prazo.</p>
<p>Ganhos extraordinários trazem consigo riscos extraordinários, isso ninguém pensa quando inicia, mas não tem jeito o mercado de ações vive de altos e baixos, principalmente no curto prazo. Um exemplo foi o inicio de 2012, muitas mídias anunciaram que esse seria o ano da bolsa, mostraram estudos e estatísticas que “comprovavam” a afirmação. Mas hoje a realidade por enquanto é outra, a Bolsa ontem fechou no patamar inferior do que inicio o ano, ou seja quem iniciou os investimentos em janeiro provavelmente está com perda financeira, e se o dinheiro investido tinha planos de serem gastos ainda no primeiro semestre de 2012 a preocupação e o desespero já tomam conta do individuo. Esse é um forte candidato a sair frustado da bolsa e manter crescente a fuga dos investidores.</p>
<p>Não há fórmula mágica e investimento ideal, antes de iniciar qualquer aplicação procure entender os motivos que estão fazendo você postergar um consumo imediato, quando encontrar valores que realmente trarão qualidade de vida e bem estar para você e sua família, como educação dos filhos, aposentadoria, uma bela viagem, a troca do carro, aquisição da casa própria, enfim você precisa descobrir a o real e verdadeiro motivo, sei que não será fácil mas pode apostar que seus investimentos se iniciaram muito mais sólidos e fatores imediatistas não terão muita importância para você.</p>
<p>Caso não consiga desenvolver sozinho essa agenda para a qualidade de vida, não se preocupe esse é o grande desafio, mas para ajudar nesse processo hoje em dia está cada vez mais comum a figura do Planejador Financeiro na famílias Brasileiras, então convido-o a bater um papo sem compromisso algum e descobrir como juntos podemos encurtar o caminho a ser percorrido dessa dura jornada.</p>
<p>Link para notícia da queda dos investidores: <a href="http://www.infomoney.com.br/financas/noticia/2397492"title="InfoMoney Notícias"  target="_blank" class="extlink">http://www.infomoney.com.br/financas/noticia/2397492</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja o <a href="http://blog.jurocomposto.com.br/2012/04/11/investidores-em-bolsa-vem-diminuindo-a-10-meses-qual-sera-o-motivo/" class="extlink">artigo original no site do autor.</a></p>
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		<title>O risco de investir em ações</title>
		<link>http://financaspessoais.blog.br/financas-pessoais/artigos/fabio-portela/2012/04/02/o-risco-de-investir-em-acoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 17:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Portela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fábio Portela]]></category>
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		<description><![CDATA[Se, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, volatilidade não é sinônimo de risco, fica a pergunta: qual o risco de investir em ações? Mas, antes de responder a essa pergunta, é necessário discutir uma primeira questão: o que é risco? Risco segundo Benjamin Graham Segundo Benjamin Graham, risco é um conceito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jlLbpZ0KbxXoC2ijPATZM0Xtei0/0/da" ><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jlLbpZ0KbxXoC2ijPATZM0Xtei0/0/di" alt="" ismap="ismap" border="0" /></a><br />
Se, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/11/volatilidade-e-risco/" target="_blank" class="extlink">volatilidade não é sinônimo de risco</a>, fica a pergunta: qual o risco de investir em ações? Mas, antes de responder a essa pergunta, é necessário discutir uma primeira questão: o que é risco?</p>
<h2 dir="ltr">Risco segundo Benjamin Graham</h2>
<p dir="ltr">Segundo <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/06/conheca-benjamin-graham-o-professor-de-buffett/"title="Conheça Benjamin Graham, o professor de Buffett"  target="_blank" class="extlink">Benjamin Graham</a>, risco é um conceito que deveria ser aplicado apenas a três situações: (i) a uma perda de valor que é efetivamente realizada por meio de uma venda do ativo, ou (ii) que é causada por uma deterioração significativa da empresa, ou ainda (iii) é o resultado de se pagar um preço alto demais em relação ao valor intrínseco da companhia.#</p>
<p dir="ltr">O primeiro risco é o chamado risco de mercado, que é o risco de se ter que vender a ação por um preço abaixo do que se comprou, ou por uma rentabilidade inferior à que se esperava inicialmente. Esse risco está atrelado à volatilidade inerente ao mercado de ações, mas não se confunde com a volatilidade em si mesma. Afinal, o investidor somente terá prejuízo com a volatilidade se efetivamente decidir vender suas ações em um momento de baixa, quando provavelmente elas estarão subavaliadas pelo mercado, a não ser que tenham sido adquiridas por um preço muito superior a seu valor intrínseco.</p>
<p dir="ltr">A maior parte das pessoas também teme o segundo risco mencionado por Graham &#8211;  a possiblidade de que a empresa sofra deterioração e entre em processo de falência. Esse é o chamado  risco financeiro, e que talvez seja uma das principais razões que afastam o pequeno investidor do mercado de ações. Muitas pessoas decidem não investir no mercado pelo medo de investir em empresas ruins, que encerrarão suas atividades repentinamente em razão de problemas financeiros.</p>
<p dir="ltr">A boa notícia é que este é um risco que pode ser evitado com base em um estudo minucioso da situação financeira e operacional da empresa. No fim da década de 1990, muitos investidores subestimaram esse risco e decidiram investir em ações de companhias da Internet que não tinham a menor estabilidade financeira &#8211; não davam lucro, tinham pouca receita e muitas dívidas. O resultado foi prejuízo para muita gente, naquela que ficou conhecida como a bolha das empresas &#8220;ponto com&#8221;.</p>
<p dir="ltr">Existem ainda os riscos específicos de cada empresa, que dizem respeito às peculiaridades do mercado em que a companhia atua e à solidez de sua administração &#8211; o seu plano de negócios, lucratividade, prática de contabilidade, estratégia de crescimento e outros fatores específicos. É importante não confundir esse risco com os riscos específicos de cada setor, que se relaciona a circunstâncias específicas de todo o setor e que afeta praticamente todas as empresas dele. O setor de aviação, por exemplo, depende estritamente do preço dos combustíveis; quando ele se eleva muito, a rentabilidade de praticamente todas as empresas do setor diminui bastante. Cada setor da economia está sujeito também ao risco de regulação setorial &#8211; o de que o governo altere demais as regras de um mercado específico. As empresas prestadoras de serviço público, como as de telefonia e do setor elétrico, estão particularmente sujeitas a esse risco.</p>
<p dir="ltr">Por fim, o último risco a que Graham alude é o risco de se desconsiderar o valor intrínseco do ativo. Pagar um preço muito alto por uma ação exarceba demais o risco do investimento &#8211; muito mais do que pagar um preço muito baixo por uma empresa que tem apresentado resultados financeiros e operacionais sólidos e consistentes. O bom investidor deve descobrir o valor intrínseco da ação e comprá-la por um preço razoavelmente abaixo daquele valor, garantindo assim a margem de segurança necessária para minimizar os riscos e aumentar o potencial de ganhos.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/risco.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-19698" title="risco" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/risco.jpg" alt="risco" width="576" height="360" /></a></p>
<h3 dir="ltr">Outras fontes de risco no mercado de ações</h3>
<p dir="ltr">Existem, ainda, outras fontes potenciais de risco no mercado de ações. Para quem investe pensando no curto prazo, existe o risco derivado da tendência: nesse caso, o ideal é investir acompanhando a tendência de mercado. Uma forte tendência de alta é um sinal verde para continuar comprando, ao passo que uma forte tendência de baixa é o sinal vermelho que indica a venda das ações. Para um investidor de longo prazo, contudo, esse é um risco desprezível, já que um mercado em tendência de baixa pode se mostrar uma grande oportunidade para investir em ações. Que o diga quem começou a investir entre setembro de 2008 e janeiro de 2009, quando o mercado estava em pânico. Poucos meses depois, o Ibovespa subiu mais de 100% em relação ao pior momento.</p>
<p dir="ltr">
<p><strong></p>
<p>Artigos relacionados:</strong></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2010/05/investindo-em-acoes-sem-sera-mesmo-risco/" class="extlink">Investindo em ações sem (será mesmo?) risco (11.5)</a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/11/volatilidade-e-risco/" class="extlink">Volatilidade é risco? (10.9)</a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2010/09/abrir-um-negocio-ou-investir-em-acoes/" class="extlink">Abrir um negócio ou investir em ações? (10)</a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/10/quando-comecar-investir-acoes/" class="extlink">Quando começar a investir em ações? (9.8)</a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2010/04/desvantagens-de-investir-em-fundos-de-acoes/" class="extlink">Desvantagens de investir em fundos de ações (9.7)</a></p>
<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=5JKxUzF9mGI:hymgXS-NN-8:yIl2AUoC8zA" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?d=yIl2AUoC8zA" alt="" border="0" /></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=5JKxUzF9mGI:hymgXS-NN-8:-BTjWOF_DHI" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?i=5JKxUzF9mGI:hymgXS-NN-8:-BTjWOF_DHI" alt="" border="0" /></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=5JKxUzF9mGI:hymgXS-NN-8:qj6IDK7rITs" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?d=qj6IDK7rITs" alt="" border="0" /></a></p>
<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/QIdx/~4/5JKxUzF9mGI" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/com/QIdx/~3/5JKxUzF9mGI/"title="O risco de investir em ações"  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<title>Como calcular o preço justo de uma ação?</title>
		<link>http://financaspessoais.blog.br/financas-pessoais/artigos/fabio-portela/2012/03/28/como-calcular-o-preco-justo-de-uma-acao/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 19:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Portela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fábio Portela]]></category>
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		<description><![CDATA[Sempre me esquivei de abordar o tema &#8220;preço justo&#8221; aqui no blog por ser um tema extremamente polêmico. É muito difícil adotar uma metodologia unânime a respeito desse tema. Mas, de qualquer modo, é preciso enfrentá-lo, já que a questão relativa ao preço justo é essencial para o investidor em ações. Afinal, defini-lo é essencial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3Aop7qATWZ635RlkgtIdqOz0OI/0/da" ><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3Aop7qATWZ635RlkgtIdqOz0OI/0/di" alt="" ismap="ismap" border="0" /></a><br />
Sempre me esquivei de abordar o tema &#8220;<a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2009/09/decio-bazin-um-investidor-brasileiro/"title="Décio Bazin, um investidor brasileiro"  target="_blank" class="extlink">preço justo</a>&#8221; aqui no blog por ser um tema extremamente polêmico. É muito difícil adotar uma metodologia unânime a respeito desse tema. Mas, de qualquer modo, é preciso enfrentá-lo, já que a questão relativa ao preço justo é essencial para o investidor em ações. Afinal, defini-lo é essencial para estipular a margem de segurança de um investimento &#8211; o que, no fundo, é o fator mais determinante para decidir se vale a pena ou não investir em uma ação.</p>
<p>Muitos leitores têm pedido que eu aborde esse tema aqui, tendo em vista minhas últimas análises, onde estipulei meu <span style="text-decoration: underline;">preço justo</span> para as ações de várias empresas. Antes, um alerta: minha metodologia de cálculo do preço justo é pouco ortodoxa. Vários livros – e recomendo aqui os do Damodaran sobre o tema – usam metodologias mais complexas, mas eu preferi adotar uma metodologia que, parcialmente, é baseada na do livro “<a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2010/09/nova-buffetologia/" target="_blank" class="extlink">The New Buffettology</a>“. Para mim, a metodologia nele explicitada faz sentido – e mesmo assim, eu não a utilizei inteiramente, preferi adaptá-la para tentar obter projeções menos otimistas e, portanto, mais prováveis.</p>
<h2>A metodologia de cálculo do preço justo no livro “The new buffettology”</h2>
<p>A metodologia sugerida no livro é simples e direta. Para estipular o preço justo de uma ação, você deve descontar o crescimento do <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/?s=lucro+por+a%C3%A7%C3%A3o"title="lucro por ação"  class="extlink">lucro por ação</a> a partir da média do crescimento desse indicador nos últimos 10 anos. Por exemplo, digamos que a ação da empresa analisada tenha o seguinte perfil:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img title="tabela1.png" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tabela1.png" alt="preço justo" width="176" height="177" border="0" /></p>
<p><img title="tabela.png" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tabela.png" alt="Tabela" width="324" height="271" border="0" /></p>
<p>Como você pode observar, o <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/tag/lucro-por-acao/"title="lucro por ação"  class="extlink">lucro por ação</a> tem apresentado uma tendência crescente. Houve, nos últimos dez anos, duas oportunidades em que o lucro por ação caiu, mas a sua tendência é crescente. Note ainda que estou desconsiderando outros fatores (dívida, crescimento do <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/?s=valor+patrimonial+por+a%C3%A7%C3%A3o"title="valor patrimonial por ação"  class="extlink">valor patrimonial por ação</a>, ROE, etc.). Pressuponho que esses fatores tenham sido examinados e que a ação satisfaz aos demais critérios de investimento que já debati bastante no blog.</p>
<p>Bom… o primeiro passo a ser dado é definir o quanto o lucro por ação cresceu ao longo do tempo. É uma tarefa simples: divida o lucro por ação do último ano (2011) pelo lucro por ação do primeiro ano (2001), e diminua 1 do resultado final. No caso, a conta seria a seguinte:</p>
<p>Crescimento do LPA = (5/1,2)-1 = 3,1666667 ou 316,67%</p>
<p>Isso significa que, em dez anos, o lucro por ação cresceu 3,1667%. Agora, é preciso descobrir a taxa anual do crescimento por ação. Para fazer isso, você pode usar a calculadora financeira do site <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2012/03/preco-justo/www.webcalc.com.br" class="extlink">Webcalc</a>. Ela faz essas contas facilmente. No meu caso, preferi programar uma planilha do Numbers (você poderia usar o Excel) para calcular. No Numbers, a fórmula a ser usada é a seguinte: =POTÊNCIA(1+TAXA TOTAL DE CRESCIMENTO;1/10)-1. A TAXA TOTAL DE CRESCIMENTO é 316,67%; e o 1/10 significa que a planilha elevará a taxa total de juros por 1/10, onde 10 é o número total de anos da conta. Eu utilizo os últimos 8 anos, mas o livro recomenda que se use ao menos os 10 últimos anos (uso 8 por falta de dados nas planilhas do site Fundamentus, que uso para essas contas).</p>
<p>Bom, o resultado dessas contas é 15,34% – ou seja, o lucro por ação tem crescido a uma taxa de 15,34% ao ano.</p>
<p>A partir daí, é preciso considerar se o preço atualmente pago pela ação é justo ou não. Como definir isso? O primeiro passo, é estipular o P/L médio que a ação apresentou nos últimos 10 anos (ou, no meu caso, nos últimos 8 anos). Para fazer isso, eu uso os dados do site do Instituto Nacional de Investidores, do qual sou associado – lá, é possível extrair os preços máximos e mínimos da ação a cada ano e, com isso, estabelecer o P/L médio. No caso, considerei que o P/L médio de nossa ação hipotética é 15.</p>
<p>Com esses dados, já é possível estipular o preço justo da ação. O primeiro passo é projetar o crescimento do lucro por ação nos próximos 10 anos, com base no crescimento dos últimos 10 anos. Para fazer isso, é só elaborar uma planilha onde, a cada ano, o lucro por ação cresça com base na taxa projetada de 15,34%. Com isso, e considerando que o P/L médio dos próximos 10 anos seria o mesmo que o de hoje, o preço justo a cada ano seria o seguinte:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img title="projecao.png" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projecao.png" alt="projecao" width="260" height="177" border="0" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nessas condições</strong>, o preço justo da ação, para 2013, seria R$ 86,50. Se a ação estiver valendo menos do que isso, comprar não seria tão arriscado. Mais do que isso, seria mais arriscado.</p>
<h3>Minha abordagem de definição do preço justo</h3>
<p>Eu adoto uma abordagem um pouco diferente. Acho muito arriscado projetar que o lucro por ação dos próximos 10 anos crescerá à mesma razão que nos últimos 10 anos. Por isso, eu prefiro fazer uma média entre várias projeções diferentes, estipulando um crescimento diferenciado em cada cenário. O primeiro cenário é o que eu chamo otimista: o lucro por ação crescerá à mesma razão dos últimos 10 anos. No nosso caso, cresceria à taxa de 15,34%. No segundo cenário, estipulo que o crescimento se reduzirá à metade (no caso, 7,67% ao ano). Com isso, a nova projeção seria a seguinte:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img title="pessimista.png" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/pessimista.png" alt="pessimista" width="259" height="177" border="0" /></p>
<p>Percebe como o preço justo caiu consideravelmente? Para 2013, caiu de R$ 86,50 para R$ 80,75. Quem comprou a ação por R$ 75,00, teria a expectativa de ganhar apenas 7,66% – menos do que a poupança. Para obter o mesmo que um investimento com base na Selic, seria necessário que o preço da ação fosse inferior a R$ 72,87 (9,75% x R$ 80,75).</p>
<p>O que eu faço, então? Estipulo uma média entre essas duas projeções. Não acho que a empresa vai crescer como cresceu nos últimos 10 anos, mas também não acho que ela vá crescer à metade dessa projeção. Com isso, o preço médio para 2013 seria (80,75+86,50)/2 = 83,62. Caso compre a ação por R$ 75,00 hoje, seria possível obter uma rentabilidade média de 11,49%. Quanto mais barato comprar, maior a rentabilidade esperada.</p>
<h3>A fórmula de Graham</h3>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/06/conheca-benjamin-graham-o-professor-de-buffett/"title="Benjamin Graham"  class="extlink">Benjamin Graham</a> tinha uma fórmula que eu também consulto para estabelecer o preço justo. A fórmula dele é a seguinte:</p>
<p>PREÇO JUSTO = LUCRO POR AÇÃO PROJETADO PARA O ANO SEGUINTE X (8,5 + (2 X TAXA DE CRESCIMENTO DO LUCRO POR AÇÃO)) X (4,4/TAXA DE JUROS DOS TÍTULOS PÚBLICOS)</p>
<p>No nosso caso:</p>
<p>Preço justo = 5,77 x (8,5 + (2 x 15,34)) x (4,4/9,75) = <strong>R$ 102,02</strong></p>
<p>Ou seja, quem comprasse abaixo de R$ 102,02, estaria, em tese, comprando abaixo do preço justo da ação. Tirando essas três médias (R$ 80,75, R$ 86,50 e R$ 102,02), teríamos um preço justo de R$ 89,75. Como eu ainda adoto uma <strong>margem de segurança </strong>de 25% sobre o preço justo encontrado, o maior preço que eu estaria disposto a pagar por essa ação seria de R$ 67,31.</p>
<p>Por que 25%? Por que ela dá uma margem de segurança bastante razoável para o caso de as coisas não saírem como o previsto. A empresa pode crescer menos do que o esperado e ainda assim seria possível obter lucros bastante razoáveis no longo prazo.</p>
<p>Bom, é isso. Repito que essa não é uma abordagem clássica do cálculo do preço justo, mas é o que eu tenho feito ao investir. Cada investidor pode estipular maneiras diferentes de calcular o preço justo de seus investimentos, e todas elas podem ser adequadas a seu perfil. Alguém muito conservador poderia definir uma margem de segurança superior, por exemplo, ou estipular uma taxa de crescimento menor. No fundo, são apenas cálculos para ajudar a refletir sobre a razoabilidade de um investimento.</p>
<p>E você? Considera minhas premissas razoáveis? Compartilhe sua experiência conosco!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja <a href="http://http://opequenoinvestidor.com.br/2012/03/preco-justo/" class="extlink">o artigo original no site do autor.</a></p>
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		<title>Porque você não deveria investir em IPO</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Portela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em janeiro, o iBovespa apresentou uma boa alta, e com ela vieram notícias de novos IPO. Ou seja, muitas empresas brasileiras estão planejando abrir seu capital, emitindo ações para se capitalizar. No exterior, até o Facebook está pretendendo aproveitar o (será?) bom momento das ações no mundo para lançar suas ações no mercado. Para muitos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QFfiJ-l--FhhUe_fm6qHMPg7WF0/0/da" ><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QFfiJ-l--FhhUe_fm6qHMPg7WF0/0/di" alt="" ismap="ismap" border="0" /></a><br />
Em janeiro, o iBovespa apresentou uma boa alta, e com ela vieram notícias de novos IPO. Ou seja, muitas empresas brasileiras estão planejando abrir seu capital, emitindo ações para se capitalizar. No exterior, até o Facebook está pretendendo aproveitar o (será?) bom momento das ações no mundo para lançar suas ações no mercado. Para muitos, essa é uma boa oportunidade de investir nessas empresas, apostando no seu crescimento futuro. Mas será que o investimento em Ofertas Públicas Iniciais vale a pena? E que cuidados é importante tomar antes de decidir investir em um IPO?</p>
<p><strong>Por que uma empresa ofereceria suas ações em um IPO?</strong></p>
<p>Vamos lá, respire fundo e reflita sobre a seguinte situação: você é um empresário bem sucedido, tem uma empresa de sucesso comprovado, com crescimento sustentável. Sua empresa é conhecida por ter vantagem comparativa durável. Ou seja, ela tem maiores margens de lucro que a concorrência, uma marca reconhecida e de prestígio, apresenta bons lucros. Sua situação é confortável no mercado. Pensou direitinho na situação? Se imaginou na cadeira de CEO da empresa, sendo bajulado por todo mundo, com um salário que te permite passar um mês inteirinho de férias em Dubai, nos melhores hotéis do mundo? Bacana… agora que você imaginou essa situação pra lá de confortável, eu te pergunto: por que você abriria o capital de sua empresa?</p>
<p>Basicamente, você faria isso por três razões: (i) você acredita que a sua empresa tem condições de se expandir a taxas muito mais rápidas com o dinheiro que ingressar com a venda das ações; (ii) sua empresa não está tão bem quanto a situação descrita no parágrafo anterior deu a entender, e precisa do dinheiro para continuar funcionando; e (iii) o mercado está topando pagar preços tão absurdos pelas ações de sua empresa que seria irracional não vendê-las. Existem exemplos de cada uma dessas situações.</p>
<p>Mas quero que você compreenda o seguinte: uma empresa só emite ações em uma Oferta Pública Inicial (ou IPO, que é a sigla para o termo em inglês) em benefício próprio. Para o bem ou para o mal do investidor.</p>
<p><strong>Cuidado para não pagar um preço alto demais em um IPO</strong></p>
<p>O Facebook não está emitindo ações porque o Mark Zuckerberg é um sujeito bacana. Aliás, se você já leu a biografia dele e a história da criação do Facebook ou assistiu ao filme bacana que Hollywood fez , sabe muito bem que ele é tão ávido pelo seu negócio quanto qualquer outro empresário. Ou seja, para que o Facebook decida emitir ações em um IPO, é preciso que haja boas razões para isso: ou a empresa precisa de mais capital para se expandir, ou não está dando conta do recado com o dinheiro disponível atualmente, ou divisa que o mercado topa pagar muito alto por suas ações. Como não acredito que o Facebook esteja precisando de capital, nem que ele esteja passando por dificuldades, é bem provável que estejam tentando aproveitar a popularidade da rede social para inflar os preços das ações em seu IPO. Afinal, os preços anunciados nas últimas semanas indicam que cada ação da rede social seria negociada a uma relação Preço por Lucro próxima a 100. Muito além de qualquer critério razoável… por isso, é bem provável que o único motivo de o Facebook estar abrindo seu capital é agora é que suas ações podem ser vendidas por um preço caro demais.</p>
<p>Claro, o futuro é imprevisível. Quando o Google emitiu suas ações, também havia essa suspeita (o P/L estava na casa dos 67), mas a empresa conseguiu manter um crescimento tão absurdo de lá para cá que quem investiu nela naquela época obteve bons lucros. Mas essa não é a regra dos IPOs: em boa parte dos casos, a ação é emitida simplesmente por um preço alto demais para ser justificado. Como Warren Buffett costuma dizer, &#8220;é muito melhor comprar uma empresa espetacular a um preço razoável do que uma companhia razoável a um preço alto&#8221;.</p>
<p>Infelizmente, o histórico de IPOs das empresas brasileiras tem sido bem complicado para quem apostou neles. Essa semana, mais um caso prejudicial a quem investiu no IPO veio à tona: o Itaú ofereceu aos acionistas da Redecard R$ 35,00 para fechar o capital da empresa, retirando suas ações do mercado. E este é o lado oposto do IPO: a OPA (Oferta Pública de Ações) é o fechamento do capital aberto de uma empresa, tornando suas ações indisponíveis para o mercado. Normalmente, isso acontece quando a controladora da empresa acredita que as ações estão baratas. O lado ruim da história é que, no IPO, o índice Preço por Lucro da empresa estava na casa de 30, e hoje está na casa dos 17. Ou seja, a empresa teve seu capital aberto com base em uma avaliação superior à de hoje. Para empatar com a avaliação da época do IPO, o acionista deveria receber ao menos uns R$ 60,00 por ação. De qualquer maneira, quem investiu na Redecard no seu IPO e terá que se desfazer por aproximadamente R$ 36,00, terá um lucro decente com a valorização do ativo e os dividendos pagos no período, de cerca de 68%. Parece muito, mas é menos do que a Selic pagou &#8211; cerca de 10% ao ano, desde o IPO. Quem investiu no IPO da Magazine Luiza também não deve estar muito contente, com sua desvalorização de mais de 1/3 desde a emissão das ações.</p>
<p>De minha parte, prefiro não investir em IPOs. Os dados históricos são muito poucos, e é difícil prever o que a empresa fará com o dinheiro recebido. Em alguns casos, o dinheiro é simplesmente desperdiçado e não agrega valor algum à companhia. Em outros casos de sucesso, o dinheiro é bem investido, como ocorreu com Drogasil, Le Lis Blanc e Natura há alguns anos. Mas é difícil saber o que vai acontecer. Não é possível elaborar qualquer análise fundamentalista decente sem histórico da companhia e, por essa razão, prefiro ficar de fora da farra dos IPOs. Tem quem invista neles esperando lucro rápido, mas isso também não é fácil de prever. É apenas sorte &#8211; e, como sabemos, a sorte não garantirá seu lucro no mundo dos investimentos. De minha parte, mantenho distância de qualquer IPO.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Artigos recomendados:</strong></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=1808" class="extlink">Porque não investir em empresas do setor aéreo </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=16779" class="extlink">Porque vale a pena investir em ações em períodos de baixa </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=52" class="extlink">Você é inteligente demais para investir em ações? </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=3082" class="extlink">Porque você pode bater a rentabilidade de fundos de investimento </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=2946" class="extlink">Porque investir em small caps </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=3382" class="extlink">Aprendendo a investir com Peter Lynch</a></p>
<div><a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=oyq-GIlXlEI:9AwVl2WWwdM:yIl2AUoC8zA" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?d=yIl2AUoC8zA" alt="" border="0" /></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=oyq-GIlXlEI:9AwVl2WWwdM:-BTjWOF_DHI" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?i=oyq-GIlXlEI:9AwVl2WWwdM:-BTjWOF_DHI" alt="" border="0" /></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?a=oyq-GIlXlEI:9AwVl2WWwdM:qj6IDK7rITs" ><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/com/QIdx?d=qj6IDK7rITs" alt="" border="0" /></a></div>
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<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/com/QIdx/~3/oyq-GIlXlEI/"title="Porque você não deveria investir em IPO"  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<title>Bolsa: é pra comprar ou pra vender?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guterman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja as seguintes manchetes de alguns dos principais jornais brasileiros: Estado de São Paulo: BC Europeu e G7 intervêm para tentar conter crise global Folha de São Paulo: Países do G20 decidem manter títulos dos EUA (a dívida norte-americana havia sido rebaixada no dia anterior) Valor Econômico: Ação global tenta acalmar mercados Você compraria bolsa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja as seguintes manchetes de alguns dos principais jornais brasileiros:</p>
<p><strong>Estado de São Paulo</strong>: <em>BC Europeu e G7 intervêm para tentar conter crise global</em></p>
<p><strong>Folha de São Paulo</strong>: <em>Países do G20 decidem manter títulos dos EUA</em> (a dívida norte-americana havia sido rebaixada no dia anterior)</p>
<p><strong>Valor Econômico</strong>: <em>Ação global tenta acalmar mercados</em></p>
<p>Você compraria bolsa depois de ler essas manchetes? Os poucos que se aventuraram não têm do que reclamar. Estas manchetes foram publicadas no dia 08/08/2011, o dia em que o Ibovespa atingiu a mínima do ano (48.668 pontos). Desde então, subiu 31%, para 63.997 pontos (até 10/02/2012). Nada mal, não é mesmo?</p>
<p>Muitos investidores continuam surpresos com a recente alta da bolsa. Mesmo sem considerar o ponto de mínimo do ano passado, o Ibovespa subiu 12,8% só neste ano. Houve uma melhora do quadro geral, é verdade, mas nada que fizesse supor uma virada como a que tivemos. Na verdade, ainda são muitos os que duvidam dessa virada, e continuam com as suas barbas de molho. Deixaram de ganhar 30%, mas ainda não estão confiantes de que o cenário tenha realmente virado. Esperam por mais evidências.</p>
<p>Este não é um blog de “dicas” no sentido de tentar “adivinhar” para onde vai a bolsa. Aliás, pelo contrário. Humildemente reconheço que não sei se a bolsa vai continuar subindo, ou se vai voltar de onde veio com o rabo entre as pernas. A única coisa que tenho para oferecer aos meus leitores é um conselho: não tente acertar o momento certo de entrar ou sair da bolsa. Isso é impossível. Mesmo porque, os elementos que temos para tomar esta decisão são de domínio público: as manchetes dos jornais, as análises dos especialistas, as dicas dos gurus. Por que você teria vantagem sobre todos os outros investidores?</p>
<p>A este respeito, vem bem a calhar a análise que Nicholas Taleb faz em sua já clássica obra <a href="http://www.amazon.com/Black-Swan-Improbable-Robustness-Fragility/dp/081297381X/ref=sr_1_3?ie=UTF8&amp;qid=1328970531&amp;sr=8-3" target="_blank" class="extlink">The Black Swan</a>. Ele critica a tendência que todos temos, em qualquer campo do conhecimento humano, de contar histórias que sirvam de justificativa para os acontecimentos. Segundo Taleb, os acontecimentos têm um componente aleatório e não previsível muito maior do que queremos admitir. Ele dá um exemplo curioso, envolvendo duas manchetes da Bloomberg no dia em que Sadam Hussein foi capturado. A primeira, às 13:01, dizia: “<em>US Treasuries sobem; a captura de Hussein pode não deter o terrorismo</em>“. Às 13:31, outra manchete: “<em>US Treasuries caem; captura de Hussein aumenta a atratividade dos ativos de risco</em>“. Bem, como um mesmo fato pode justificar dois movimentos opostos? É simples de explicar, se você reconhecer que o movimento das treasuries e a captura de Sadam Hussein são dois eventos sem correlação entre si. Claro que sempre se pode contar uma história que faça sentido; mas daí achar que a história DE FATO é determinante para o movimento de preços, vai uma grande distância. O ponto que muitos investidores resistem em admitir é que o movimento da bolsa no curto prazo é causado por uma infinidade de fatores, muitos deles aleatórios, e não por apenas uma ou duas histórias bonitas.</p>
<p>Um outro exemplo, mais recente: no dia 25/01, o Federal Reserve publicou a ata da reunião de janeiro, que manteve as taxas de juros em zero. No documento, promete manter as taxas de juros no nível do mar até o final de 2014, e não mais meados de 2013, como anteriormente. Pois bem: se o mercado estivesse de mau humor, leria esta notícia de maneira negativa: “se o FED esta fazendo isso, é porque está vendo a coisa muito mais preta do que aparenta. Portanto, vamos vender”. Mas, ao contrário, a notícia foi lida de maneira positiva: “com as taxas de juros baixas por mais tempo, os ativos de risco ficam mais atrativos. Portanto, vamos comprar”. E as bolsas subiram como se não houvesse amanhã.</p>
<p>Lembro aqui do post que escrevi no dia 09/08/11 (<a href="http://www.drmoney.com.br/investimentos/o-mercado-e-seus-misterios/"title="O mercado e seus mistérios"  class="extlink">O mercado e seus mistérios</a>), comentando que não havia motivo aparente para a alta espetacular da bolsa naquele dia, justamente o que se seguiu àquelas manchetes sangrentas colocadas no início deste post. Aliás, pelo contrário: o FED acabava de frustrar os mercados, não anunciando a tão esperada 3a rodada do Quantitative Easing. Subiu por que? Por que subiu? Mistério…</p>
<p>Então, para aqueles que buscam sofregamente notícias para comprar ou vender bolsa, ofereço o Roteiro da Subida da Bolsa, originalmente publicado no post <a href="http://www.drmoney.com.br/investimentos/bolsa-e-aquecimento-global-de-como-o-calor-afeta-as-suas-decisoes/"title="Bolsa e Aquecimento Global: de como o calor afeta as suas decisões"  class="extlink">Bolsa e Aquecimento Global</a>, do dia 03/06/11, quando a bolsa estava em 64.340. Ou seja, no mesmo nível de hoje. Continua valendo.</p>
<p><span>1. A bolsa vem caindo (ou não subindo) há muito tempo, ou levou um tombo muito forte de uma só vez. Exemplo do primeiro caso é o que estamos vivendo no momento. Exemplo do segundo caso é o que aconteceu após a quebra da Lehman Brothers, em outubro de 2008.</span></p>
<p><span>2. Em determinado momento, o investidor bem informado considera que as ações estão muito baratas, fora de preço. Esta conclusão não acontece da noite para o dia, ela vai se formando aos poucos. Assim, alguns investidores bem informados começam a entrar na bolsa antes de terminar a queda, outros (poucos) acertam na mosca, e outros começam a entrar depois que a bolsa atingiu o seu ponto mais baixo. Na verdade, o investidor bem informado procura não concentrar suas compras em um único ponto do tempo, pois tem consciência de que é muito difícil acertar exatamente o momento da compra. Na medida em que vai ganhando convicção na “barateza” da bolsa, começa a comprar.</span></p>
<p><span>3. Neste primeiro momento, o investidor psicológico está looooooonge da bolsa. Tudo é pessimismo. Imagine entrar na bolsa neste momento, em que estamos no meio de uma crise.</span></p>
<p><span>4. Aos poucos, os investidores bem-informados começam a levantar a bolsa. Vendo a bolsa subir de seus pontos mínimos, os últimos vendedores psicológicos, que estavam esperando um “suspiro” da bolsa, vendem suas posições para os investidores bem-informados.</span></p>
<p><span>5. Não tendo mais vendedores psicológicos, a bolsa começa a recuperar-se, com os investidores bem-informados ganhando convicção e comprando.</span></p>
<p><span>6. Agora que a bolsa afastou-se de verdade de seus pontos mínimos, os investidores bem-informados começam a ficar seletivos nas suas compras, vendendo papéis que ficaram caros e comprando outros que ainda não subiram. Os primeiros investidores psicológicos começam a sentir um calorzinho gostoso, e arriscam a volta.</span></p>
<p><span>7. Os investidores bem-informados começam a achar a bolsa meio cara, e começam a se desfazer de suas posições. Sempre aos poucos, pois os investidores bem-informados não têm a pretenção de acertar na mosca. Os investidores psicológicos começam a entrar em maior número.</span></p>
<p><span>8.  A bolsa retoma o processo de alta firme, inequívoca. O otimismo toma conta. Os investidores psicológicos, que perderam quase toda a alta, não aguentam ficar fora da festa, e compram aos bandos. Compram as últimas posições dos investidores bem informados.</span></p>
<p><span>9. A euforia da bolsa sai na capa da Exame. É o fim.</span></p>
<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoDrMoney/~4/LNBArAi8JUk" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoDrMoney/~3/LNBArAi8JUk/"title="Bolsa: é pra comprar ou pra vender?"  target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<item>
		<title>Exchange Tranded Fund (ETF).</title>
		<link>http://financaspessoais.blog.br/financas-pessoais/artigos/jonatas-silva/2012/02/13/exchange-tranded-fund-etf./</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 12:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jônatas Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente conclui a migração da minha carteira de ações de papeis individuais para Fundos de Índices, os ETFs. Para quem ainda não está muito habituado com o termo, um ETF é uma UNIT negociada em Bolsa que representa um grupo de ações. O ETF BOVA11 busca aderência ao principal índice da BM&#38;FBovespa, o IBOV; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente conclui a migração da minha carteira de ações de papeis individuais para Fundos de Índices, os ETFs. Para quem ainda não está muito habituado com o termo, um ETF é uma <a href="http://www.efetividade.blog.br/2012/02/06/o-significado-do-codigo-das-acoes/" target="_blank">UNIT</a> negociada em Bolsa que representa um grupo de ações. O ETF BOVA11 busca aderência ao principal índice da BM&amp;FBovespa, o IBOV; que é o índice das ações com maior liquidez negociadas no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. Hoje ele contém papeis de 70 empresas. O ETF BOVA11 é negociado como um único papel que espelha este índice. Uma UNIT BOVA11 espelha na quantidade proporcional as empresas presentes no índice IBOV. A aderência ao índice é muito próxima, fazendo o preço do ativo subir e descer espelhando sua referência.</p>
<p>Sempre falamos da importância de se ter uma carteira de ações diversificada para assim diminuir o risco. Ter 70 ações diferentes é ter uma carteira diversificada. Agora para um pequeno investidor arcar com o custo de corretagem e demais taxas de 70 papeis é bastante custoso. Pensando numa corretagem média de R$ 10,00, o investidor teria um custo de R$ 700,00 somente para montar a carteira inicial. Comprando o ETF que representa todo o índice, o custo seria apenas de uma compra, ou seja, R$ 10,00.</p>
<p>Pense também no trabalho de monitoramento de todos estes papeis. É impossível para um investidor individual manter por conta própria a aderência ao índice, para isto ele precisaria comprar e vender todas as ações de forma proporcional diariamente. O custo de R$ 700 de corretagem seria gasto diariamente. Impossível, inviável, um absurdo. Quem possui o ETF em carteira tem este serviço realizado pelo administrador do fundo e não gasta nada mais por isto. O ETF tem sua taxa de administração já incluída em seu valor negociado durante o pregão.</p>
<p>Eu invisto em ações desde o começo de 2007 e sempre fui defensor das ações individuais na formação da carteira. Elas ajudam no aprendizado, pois nos forçam a estudar as empresas que investimos. Como defensor da <em><a href="http://www.efetividade.blog.br/2011/05/09/analise-fundamentalista-na-escolha-de-acoes/" target="_blank">análise fundamentalista</a></em> sempre procurava empresas com forte vantagem competitiva com seus papeis sendo negociados com preço abaixo do seu <em>VPA</em>. Até o ano passado ainda mantinha em carteira algumas empresas com estas características, mas chegou uma hora que eu cansei de monitorar empresas, que simplesmente comprar o ETF sem precisar fazer análises ficou mais fácil e prático. O que era prazer e estudo no começo se tornou um incomodo com o passar dos anos. Também fui bastante influenciado lendo os excelentes blogs dos meus amigos Guilherme, o <a href="http://www.valoresreais.com/" target="_blank" class="extlink">Valores Reais</a>, e Henrique, o <a href="http://hcinvestimentos.com/" target="_blank" class="extlink">HC Investimentos</a>. Eles material de primeiríssima.</p>
<p><strong>Mas os ETFs não possuem desvantagens quando comparados às ações individuais?</strong> Sim, possuem. O pagamento de 15% de IR na venda do ETF com lucro. Pagamento este que não se tem ao vender papeis individuais em valores menores que 20 mil reais no mês.</p>
<p><strong>E ao invés dos ETFs não seria mais vantagem Fundos de Ações?</strong> Sinceramente não. Eles raramente vão ganhar no longo prazo do índice. Os fundos anunciam terem batido o IBOV durante 2 ou 3 anos seguidos, mas no longo prazo eles permanecem na frente? Não. Eles perdem, e o <a href="http://www.efetividade.blog.br/2012/01/30/fundo-de-investimento-bb-acoes-dividendos-midcaps/" target="_blank">custo cobrado através da taxa de administração é alto</a>, quase sempre maior que 2% enquanto o custo do ETF BOVA 11 é de apenas 0,54% ao ano. Infelizmente os ETFs representam menos de 1% do volume de ações negociados em bolsa.</p>
<p>Para o investidor em fase de multiplicação estou convencido que os ETFs são as melhores escolhas, eles apresentam baixo custo, tem dividendos automaticamente reinvestidos e permitem o investimento de forma passiva, sem ter que ficar monitorando constantemente o mercado. Sua liquidez também é bem satisfatória, você não terá dificuldade em vender o ativo durante o pregão caso este seja seu desejo no futuro.</p>
<p>Ainda o ETF favorece o investidor com baixo valor para aplicação, afinal investir valores muito baixos em ações individuais acaba não sendo compensador pelos custos envolvidos. Como já tratei em recente <a href="http://www.efetividade.blog.br/2012/01/23/a-importancia-de-se-buscar-baixo-custo-nos-investimentos/" target="_blank">artigo sobre custos</a>, baixo custo é pagar até 0,5% de taxas sobre o valor investido e, para montar um portfólio equivalente ao IBOV de forma a ter custo baixo, o investidor teria que aportar ao menos 140 mil reais considerando um custo de corretagem de R$ 10,00.</p>
<p><strong>Mas ter ações individuais pode ser vantagem em alguma situação?</strong> Pode sim. A segunda etapa de um investimento começa com o uso dos valores acumulados. Chega um momento que o objetivo já foi alcançado e se deseja fazer uso do dinheiro disponível. Quando o desejo não for mais fazer o bolo crescer e sim comer o bolo, pode ser vantagem ter ações em carteira pagando dividendos. Aí são interessantes empresas boas pagadoras de dividendos, onde o investidor possa apenas retirar valores pagos e viver deles sem se desfazer da ação. Uma estratégia possível é a compra e manutenção de ETFs na fase de multiplicação do patrimônio e papeis individuais de empresas boas pagadoras de dividendos na fase de uso do dinheiro. Algumas empresas tidas como protetoras possuem menor volatilidade no preço do papel e como precisam de menos recursos para manter o <em>status quo</em> podem pagar maiores dividendos. Estas são as ideais para este segundo momento.</p>
<p>Perceba que até este momento do texto eu só falei de ações, que é apenas uma classe de investimento, e a mais arriscada. Uma boa diversificação acontece com a divisão do patrimônio em mais de uma classe; você deve diversificar seu dinheiro entre ações, renda fixa, fundos imobiliários ou imóveis e talvez câmbio (moeda e ouro), sendo este último não bem um investimento, mas ativos de proteção dele.</p>
<p>A porcentagem do capital destinada a cada classe de ativos irá depender de pelo menos dois fatores: propensão ao risco e horizonte do investimento. Quanto mais tempo você tem para captação mais você pode expor os recursos ao mercado de renda variável, já se o tempo não estiver ao seu lado é mais recomendável aplicar em ativos de maior segurança. Eu tenho um perfil agressivo, invisto 70% em renda variável, mas neste momento estou ainda mais exposto, com cerca de 85% da carteira composta por ETFs, isto porque aproveitei a queda da Bolsa em 2011 para realizar aportes mais robustos, deixando de aportar em renda fixa e aportando em renda variável. Em Fundos Imobiliários eu não invisto, estou esperando a criação de um ETF de FII para isto.</p>
<p><strong>Agora o investimento mais importante e menos divulgado é o em Educação</strong>. A ilusão por ganhos fáceis em Bolsa é muito comum. Mas não caia no canto da sereia, não existe dinheiro fácil. Você até poderá ganhar algum dinheiro em alguns negócios especulativos, mas chegará um momento, e este chegará logo, que você perderá.</p>
<p>O grande erro da maioria dos investidores é achar que é melhor que a média, de se achar mais esperto e capaz de superar o mercado. Esqueça. Diversifique e fique com a média, você não será capaz de bater o mercado. O Sr. Mercado é absoluto, e no longo prazo são poucos os investidores que conseguiram tal façanha, tão poucos que apenas os dedos de uma única mão são suficientes para numerá-los.</p>
<p>Outra recomendação é não terceirizar seus investimentos. Eles devem ser acompanhados de perto por você. Contratar um profissional do mercado financeiro para lhe auxiliar pode ser uma decisão acertada, mas confiar no gerente de seu banco não, ele busca o melhor para a instituição que trabalha e não para os clientes. A velha máxima que <em>santo de casa não faz milagre</em> também se mostra verdadeira, eu mesmo evito dar conselhos sobre investimentos para familiares, eles sempre nos veem como garotos, esquecem que o tempo passou e que o menino virou adulto, que estudou e que o conhecimento transmitido é científico e não falácia. É sempre difícil parentes entenderem isto em qualquer atividade profissional, a visão do menino está gravada no psíquico e se livrar dela não é simples.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Os ETFs são as melhores escolhas para o pequeno investidor e para aqueles que não trabalham no mercado financeiro, que tem sua atividade profissional e investe parte de sua renda advinda desta atividade.</p>
<p>Diversificar é mais que importante, é fundamental.</p>
<p>Você não é acima da média, ou está nela ou abaixo. Aceite isto, o que não é demérito algum.</p>
<p>Não terceirize seus investimentos, mas não hesite em contratar ajuda profissional.</p>
<p>Em geral seus familiares sempre lhe veem como criança, seus conselhos profissionais pouco serão ouvidos e você só irá se desgastar a toa. Fique de boca calada.</p>
<p>Boa semana.</p>
<p><strong><em>Receba nossos próximos artigos diretamente em seu e-mail assinando nossa lista, basta colocar seu e-mail na caixa abaixo.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blog/cQgW/~4/T8PsqTf78MM" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/blog/cQgW/~3/T8PsqTf78MM/"title="Exchange Tranded Fund (ETF)."  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<title>O risco de sair da bolsa</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 17:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Portela</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zDPk5Yjqc7372IkK5jrmCkYmvS0/0/da" ><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zDPk5Yjqc7372IkK5jrmCkYmvS0/0/di" alt="" ismap="ismap" border="0" /></a><br />
O início de 2012 na bolsa de valores tem sido bastante animador. Em apenas um mês, o Ibovespa saltou de 57.829 pontos para quase 63.000 pontos &#8211; uma alta de quase 9%. E pegou no contrapé vários &#8220;especialistas&#8221; de mercado que diziam que aquele não era o momento de investir em ações e que o investidor deveria ficar fora da bolsa e esperar um momento melhor. Que momento melhor? Quando o Ibovespa já estivesse 9% mais caro, como agora? Esse salto exemplifica um dos principais riscos que alguém que seguisse esse conselho dos &#8220;especialistas&#8221; de mercado: o de ficar fora da bolsa de valores.</p>
<h2>Risco de sair da bolsa é maior do que o de ficar nela em período de baixa</h2>
<p>Ficar fora da bolsa de valores também tem seu risco &#8211; o de perder justamente os momentos de alta que, muitas vezes, representam a maior parte dos ganhos em determinados períodos. Ao contrário do que muitos investidores que utilizam análise técnica acabam pregando &#8211; voltar para as ações apenas depois que algum sinal quase inequívoco de tendência de alta apareça -, o investidor de longo prazo deveria justamente evitar ficar de fora do mercado de ações.</p>
<p>Em agosto do ano passado, o Ibovespa estava na casa dos 49.000 pontos. Alguns analistas viam ali força suficiente para que as ações despencassem ainda mais, e a maioria recomendava ao investidor pessoa física que mantivesse distância do mercado de ações. O resultado? Quem estivesse com um percentual de seus investimentos naquele momento alocado em um fundo de ações que apenas replicasse o comportamento do iBovespa, ganhou um excepcional rendimento de lá pra cá: +29,25% em pouco menos de 6 meses. Seguindo o conselho dos analistas, muita gente teria perdido dinheiro.</p>
<h3>Estudo mostra o custo de perder os dias de melhor performance da bolsa</h3>
<p>O investidor de longo prazo não pode deixar de investir em ações nesses períodos, até porque, às vezes, muitas das altas que ocorrem durante a recuperação que se segue aos períodos de baixa são responsáveis pela maior parte dos rendimentos obtidos no longo prazo. Em <a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;q=cache:Yp9QBACyijsJ:www.fba401k.com/pdfs/StockMarketExitatYourOwnRisk.pdf+risk+exit+stock+market&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEESgjoyKKvj3HEF7euxodYR5u2qFzO-l70DoKPY3s4Jhac3x69dGeZpg6dh8yjR0UUw3ZR3OyHTANrzkWVaYweB5dIDNQWsqVASTvYpE801M0vxjHZiYT9Xp5ZUqJaDBGmu_AHoIu&amp;sig=AHIEtbT0gri6O4z2wmNTA-kMA_0djhq8Xg&amp;pli=1" target="_blank" class="extlink">estudo realizado com os rendimentos médios no índice S&amp;P 500 entre 1980 e 2008</a>, o MARE (Market Analysis, Research &amp; Education) identificou que a maior parte dos rendimentos obtidos no período de quase <strong>trinta anos</strong> se deveu a <strong>menos de 50 dias</strong> entre os que apresentaram melhor performance ao longo do período. Veja o gráfico:</p>
<p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="risco.png" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/01/risco.png" alt="risco" width="407" height="275" border="0" /></p>
<p>Como você pode ver no gráfico, quem investiu, em 1980, US$ 10.000,00 em um fundo de ações que apenas replicasse o índice S&amp;P 500 e não moveu um único centavo do fundo, teve uma rentabilidade fantástica: o investimento inicial rendeu US$ 243.651 ao longo dos 28 anos (2336,51%, ou 12,08% ao ano). Mas, se o investidor, por medo, desaplicasse seus investimentos e perdesse apenas os 5 dias em que as ações apresentaram maior alta, teriam uma perda substancial: ao invés de quase US$ 250.000, seus investimentos renderiam US$ 180. 399,00 (1703% ou 10,88%). Se ele perdesse os dez dias de melhor performance, a queda de rendimento seria ainda maior: a rentabilidade cairia para algo em torno de US$ 140.000. Apenas dez dias com o dinheiro desaplicado teriam custado US$ 100.000,00!</p>
<p>É caro ficar fora da bolsa de valores, não?</p>
<p><strong>Artigos relacionados:</strong></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/02/tesouro-direto-rende-mais-que-a-bolsa-na-decada/" class="extlink">Tesouro Direto rende mais que a bolsa na década </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/02/investir-bolsa-valores-apostar-cassino-sorte-investimentos/" class="extlink">Investir na bolsa de valores é igual a apostar em cassino? O fator sorte e os investimentos </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2009/12/risco-sem-o-s-de-seguranca-nao-significa-rico-e-suicidio/" class="extlink">Risco, sem o &#8220;s&#8221; de segurança, não significa rico: é suicídio </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/04/os-principais-erros-dos-iniciantes-na-bolsa-de-valores/" class="extlink">Os principais erros dos iniciantes na Bolsa de Valores </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2009/12/risco-sem-o-s-de-seguranca-nao-significa-rico-e-suicidio-2/" class="extlink">Risco, sem o &#8220;s&#8221; de segurança, não significa rico: é suicídio </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2009/07/estabilidade-na-carteira-x-seguranca-contra-risco/" class="extlink">Estabilidade na carteira x Segurança contra risco </a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2010/05/investindo-em-acoes-sem-sera-mesmo-risco/" class="extlink">Investindo em ações sem (será mesmo?) risco</a></p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/11/volatilidade-e-risco/">Volatilidade é risco?</p>
<p></a></p>
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<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/QIdx/~4/ylhRigCPZJw" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/com/QIdx/~3/ylhRigCPZJw/"title="O risco de sair da bolsa"  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<title>O significado do código das ações.</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 15:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jônatas Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo ativo negociado na BM&#38;FBovespa possui um código formado por um sufixo de quatro letras seguido de um ou dois algarismos arábicos. As letras, em geral, são as iniciais do nome da empresa, já os números possuem significados específicos e é sobre estes significados que falo hoje. Empresas são indicadas por siglas, PETR, por exemplo; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ativo negociado na BM&amp;FBovespa possui um código formado por um sufixo de quatro letras seguido de um ou dois algarismos arábicos. As letras, em geral, são as iniciais do nome da empresa, já os números possuem significados específicos e é sobre estes significados que falo hoje.</p>
<p>Empresas são indicadas por siglas, PETR, por exemplo; seguida basicamente do número 3 ou 4. O número 3 representa uma ação ORDINÁRIA da empresa e o 4 uma PREFERENCIAL.</p>
<p>As ações ordinárias dão direito a voto nas assembleias que decidem os rumos da empresa com representatividade proporcional ao número de ações do acionista; as ações preferencias não dão direito a voto, porém dão preferência na distribuição de seus dividendos e reembolso de capital caso a empresa venha a ser liquidada. Organizações pertencentes ao Novo Mercado, último nível de governança corporativa, só possuem ações ordinárias. A governança corporativa consiste num conjunto de práticas que devem ser cumpridas pela administração: auditorias, órgãos reguladores, divulgação dos DRE e relacionamento com acionistas. Só como exemplo, empresas pertencentes ao Novo Mercado têm como obrigação divulgar seu balanço patrimonial trimestralmente.</p>
<p>Todos os ativos negociados por uma mesma empresa possuem o mesmo prefixo. Quando uma ação é negociada no mercado fracionado seu código numérico é seguido pela letra “F”, indicando assim a negociação no mercado fracionado. Neste mercado é possível comprar quantas ações se quiser menor que o lote padrão; este, em geral, é composto por 100 ações no caso das empresas, ou 10, no caso dos fundos de índices (ETF). Aqui cabe ressaltar que as corretoras cobram corretagem por ordem executada, independente do número de ações; comprar poucas ações no mercado fracionado pode representar um custo alto inviabilizando a negociação.</p>
<p><strong>Código 11</strong></p>
<p>Os ativos de código 11 não representam uma ação, mas sim uma UNIT. Representam um certificado de depósito de ações. Este é o caso dos ETFs que sempre são representados por seu prefixo seguido do número 11.</p>
<p><strong>Códigos 1 e 2</strong></p>
<p>Representam algum direito relacionado à ação, pode ser, por exemplo, o direto de subscrição da ação.</p>
<p><strong>Códigos de 5 a 8</strong></p>
<p>São classes especiais de classificação representando em cada número uma particularidade específica, em geral, relacionada à distribuição de proventos.</p>
<p><strong>O mercado a termo</strong></p>
<p>O mercado a termo se refere a uma negociação em Bolsa com valores acertados hoje, porém com liquidação efetiva em uma data futura determinada: 30, 60, 90 ou 180 dias em geral. Ele inclui a letra “T” ao final do código do ativo. Também existe a negociação a termo em dólar, estes incluem a letra “D” ao final do código.</p>
<p>Negociações a termo são usadas como estratégias. Imagine que o comprador acredite numa alta do mercado, porém não tem recurso hoje para efetuar a compra do papel. Ele pode realizar a negociação a termo por um preço acertado na data de hoje. Alguns, ainda buscando manter um <em>fluxo de caixa</em> positivo, vendem uma ação no mercado à vista e a compram no mercado a termo e assim aumentam seu <em>caixa</em>. Também pode ser usado como forma de alavancagem, adquirindo ações em quantidade superior a sua real disponibilidade de dinheiro.</p>
<p>Negociadores experientes podem comprar um papel no mercado à vista e vendê-lo no mercado a termo e assim ganhar com o <em>spread</em> da negociação.</p>
<p><strong>O mercado de opções</strong></p>
<p>Opções são contratos derivativos de ações. É o direito de comprar ou vender um papel por um preço combinado até uma data limite. O preço pago num contrato de opção é chamado de <em>prêmio</em> e quanto mais distante a data de vencimento da opção maior este <em>prêmio</em>. Como o próprio nome diz o contrato lhe dá uma opção, cabendo a seu detentor avaliar a vantagem ou não de exercer a opção negociada.</p>
<p>O mercado de derivativos, assim como o mercado à vista e a termo, faz uso de uma codificação. O código remete ao mês de vencimento da opção, vindo logo em seguida seu preço.</p>
<p>As opções são representadas pelas letras da ação seguida de uma letra do alfabeto que representa o mês de vencimento, seguida do valor da opção. A letra “A” corresponde ao mês de janeiro, a “B” ao mês de fevereiro e assim sucessivamente.</p>
<p>A opção de compra <strong>PETRH32</strong> garante o direito de compra do papel no mês de agosto por R$ 32,00. Os contratos vencem na terceira segunda-feira do mês. É a regra.</p>
<p><strong>Minha opinião</strong></p>
<p>O mercado de opções é um mercado especulativo não sendo lugar para amadores. Ele pode ser usado como proteção. Imagine que você possua um lote de ações e que seu valor hoje é de R$ 30,00 a ação. Você está pensando em vender o lote pois irá precisar do dinheiro dali alguns meses e não quer correr o risco de o preço da ação cair. Por outro lado a tendência é de valorização, mas mesmo assim você não deseja correr o risco. Ao invés de vender o lote, pode ser vantagem a contratação da opção de venda numa data futura. Você paga o prêmio e espera. Caso a ação na data que você irá precisar do dinheiro esteja, por exemplo, R$ 36,00, você vende a ação e sai com bom lucro. Caso o preço tenha caído e esteja sendo negociada a R$ 25,00, por exemplo, você faz valer seu contrato e vende o lote por R$ 30,00 a ação.</p>
<p>Particularmente só negocio ações no mercado à vista, nunca realizei uma negociação no mercado a termo e nem no de opções. Eles podem apresentar vantagens, mas tenha ciência que não é lugar para peixe pequeno e muito menos para amador. É um mercado de alto risco e com alto grau de especulação. A grande maioria perde dinheiro, sendo poucos os que efetivamente lucram nestas negociações.</p>
<p>Boa semana!</p>
<p><strong><em>Receba nossos próximos artigos diretamente em seu e-mail assinando nossa lista, basta colocar seu e-mail na caixa abaixo.</em></strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/blog/cQgW/~3/MvjMcCxliMI/"title="O significado do código das ações."  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<item>
		<title>Quando virá o próximo bull market?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 14:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Portela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando ocorrerá o próximo bull market? No linguajar do mercado, um bull market é o mercado de alta, em que os preços das ações decolam graças à confiança dos investidores, que antecipam um crescimento ainda mais pujante para os anos vindouros. Definitivamente, não é o que temos visto nos últimos três anos, em que, após uma forte queda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mWwnH3sgcOt2nJzK2JILJXEfSSU/1/da" ><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mWwnH3sgcOt2nJzK2JILJXEfSSU/1/di" alt="" ismap="ismap" border="0" /></a>Quando ocorrerá o próximo <em>bull market</em>? No linguajar do mercado, um <em>bull market</em> é o mercado de alta, em que os preços das ações decolam graças à confiança dos investidores, que antecipam um crescimento ainda mais pujante para os anos vindouros. Definitivamente, não é o que temos visto nos últimos três anos, em que, após uma forte queda (2008), seguida de forte recuperação (2009), o Ibovespa praticamente andou de lado. Nos Estados Unidos, o movimento é semelhante: depois de brusca queda até abril de 2009, a recuperação… mas ainda em patamares inferiores ao teto histórico. E isso nos leva à pergunta: quando ocorrerá o próximo <strong><em>bull market</em></strong>?</p>
<h2>O próximo <em>bull market </em>americano: a opinião de Floyd Norris</h2>
<p>Em uma interessante matéria publicada no <a href="http://www.nytimes.com/2012/01/07/business/economy/a-historical-cycle-bodes-ill-for-the-markets.html?_r=2" class="extlink">The New York Times</a>, o colunista Floyd Norris mostrou um padrão recorrente no mercado de <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/tag/acoes-2/" class="extlink">ações</a> norte-americano: os ciclos de <em>bear market </em>e de <em>bull market</em> têm duração média aproximada de 15 anos. O último <em>bull market</em> teria ocorrido entre 1984 e 1999, quando o índice S&amp;P 500 teria avançado 740%, mesmo após descontar a inflação. A partir daí, o índice começou a recuar para um retorno médio de meros 3% ao ano. O autor aponta, ainda, algumas similaridades entre o início do último <em>bull market</em> e o momento atual. No início da década de 1980, a economia americana também passava por maus lençóis e havia o medo de que ela se tornasse incapaz de competir com a economia de um gigante asiático &#8211; na época, o Japão, hoje a China. Além disso, havia extremo pessimismo como hoje, e existem paralelos também com relação à política externa: em meados dos anos 80, os EUA ainda sentiam os efeitos da guerra do Vietnã (que se encerrou em 1975), ao passo que a última década viu as invasões americanas no Iraque e no Afeganistão. Essas coincidências não garantem nada quanto ao futuro, mas é possível que indiquem uma recuperação e, eventualmente, um novo <span><em>bull market</em></span><em> </em>nos próximos anos.</p>
<p>É importante adicionar outros elementos ao paralelo: em meados da década de 1980, <a href="http://useconomy.about.com/od/grossdomesticproduct/p/89_Bank_Crisis.htm" class="extlink">os EUA viveram uma forte </a><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/tag/crise/" class="extlink">crise</a><a href="http://useconomy.about.com/od/grossdomesticproduct/p/89_Bank_Crisis.htm" class="extlink"> imobiliária</a>, como hoje (embora de impacto muito menor na economia internacional), ao passo que, no final da década, quem vivenciou uma crise imobiliária ainda pior foi justamente o grande rival americano, o Japão. O mercado imobiliário japonês ainda hoje não se recuperou de sua bolha. Por outro lado, hoje há quem acredite que a China é quem está vivendo uma forte bolha em seu mercado imobiliário. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos para saber o impacto dessa situação no ritmo de crescimento chinês. O fato é que a economia chinesa depende mais dos EUA do que gostaria: seu crescimento foi financiado pelo forte impulso consumista dos americanos, e o consumo americano foi impulsionado justamente pelos chineses, que se tornaram um dos grandes credores dos Estados Unidos. Em razão dessa mútua dependência, o professor de história econômica e financeira <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2011/12/serie-a-ascensao-do-dinheiro-de-niall-ferguson/"title="Série “A ascensão do dinheiro”, de Niall Ferguson"  target="_blank" class="extlink">Niall Ferguson </a>denomina os dois países de &#8220;Chimérica&#8221;, demonstrando a relação de tênua simbiose entre os dois países.</p>
<p>Enfim, o que vai acontecer ninguém sabe: mas acredito profundamente que as coisas vão melhorar. Só não me arrisco a dizer quando isso ocorrerá.</p>
<p>Em resenha ao texto de Floyd Norris, Morgan Housel, colunista do The Motley Fool, publicou um gráfico que demonstra a rentabilidade do S&amp;P 500 de 1880 até hoje:</p>
<p><img class="aligncenter" title="SP500.jpg" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/01/SP500.jpg" alt="bull market" width="559" height="337" border="0" /></p>
<p>O gráfico mostra uma única tendência ao longo do tempo: depois de um ciclo de baixa, vem um ciclo de alta. E depois de um ciclo de alta, vem um de baixa. O período máximo em que isso não ocorreu foi de cerca de 2 décadas, tanto para um lado quanto para o outro (a exceção é o período entre 1940 e 1980, que apresentou forte crescimento &#8211; apesar de decrescentes a partir da década de 1960). Pode ser um motivo de otimismo quanto à economia americana: afinal, já se passou uma década de sofrimento no seu <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/tag/acoes-2/" class="extlink">mercado de ações</a>. Se o padrão se seguir, é possível que estejamos mais perto do próximo <em>bull market</em> do que a maioria dos analistas prevê.</p>
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<h3>Qual o padrão de ciclos de mercado brasileiro? Quando ocorrerá nosso próximo <em>bull market</em>?</h3>
<p>No Brasil, é difícil ter uma ideia realista a respeito de nosso padrão de mercado. Enquanto nos EUA há dados que remetem até o século XIX, e apesar de nossa bolsa ter iniciado suas atividades em 1895 (como Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo) após breve experiência entre 1890 e 1891, nossos dados mais confiáveis são bastante recentes, a partir da década de 1960. Além disso, ao contrário dos EUA, mesmo esses dados não são plenamente confiáveis em razão de nossa <a href="http://opequenoinvestidor.com.br/tag/inflacao/" class="extlink">inflação</a> absurda desde a década de 70 até 1994. Com isso, fica difícil ter uma base objetiva para fazer esse tipo de avaliação histórica: uma maneira de tentar conseguir isso é procurar algum indicador que tenha mantido seu valor real ao longo do tempo. Foi o que um <a href="http://www.enfoque.com.br/poster/ibovespa/view_ibovespa_enfoque.aspx" class="extlink">gráfico muito interessante realizado pela Enfoque </a>buscou estabelecer. Partindo da premissa de que um indicador relativamente estável para o período, como o dólar, poderia ser utilizado para formular um gráfico histórico do Ibovespa desde meados da década de 1960. O resultado é o seguinte:</p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Bovespa.jpg" ><img class="size-full wp-image-18038 aligncenter" title="Bovespa.jpg" src="http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Bovespa.jpg" alt="" width="600" height="415" /></a></p>
<p>Como você pode observar, o padrão é similar ao americano. Vivemos, de 1965 a 2011, quatro períodos de alta e 3 de baixa. Se realmente se confirmar que o período de baixa que estamos vivenciando nos últimos anos é o início de um <em>bear market</em> em termos históricos, iniciando uma tendência de queda, então são 4 períodos de alta e 4 de baixa (que ainda não se encerrou). Os períodos são os seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>De 1965 a 1971 &#8211; alta de 6 anos (+2.931%)</strong></li>
<li><strong>De 1971 a 1983 &#8211; baixa de 12 anos e 2 meses (-82%)</strong></li>
<li><strong>De 1983 a 1986 &#8211; alta de 2 anos e 8 meses (+1.573%)</strong></li>
<li><strong>De 1986 a 1991 &#8211; baixa de 7 anos e 8 meses (-91%)</strong></li>
<li><strong>De 1991 a 1997 &#8211; alta de 6 anos e 5 meses (+3.415%)</strong></li>
<li><strong>De 1997 a 2002 &#8211; baixa de 5 anos e 3 meses (-84%)</strong></li>
<li><strong>De 2002 a 2008 &#8211; alta de 5 anos e 7 meses (+2.051%)</strong></li>
</ul>
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<p>É importante notar que as altas abruptas (quedas superiores a 80% e altas superiores a 1.500%) são explicadas, também, pelo fato de se ter usado o dólar como indexador. Como a relação entre o real e o dólar foi bastante volátil ao longo de todos esses anos, as altas e baixas foram bastante impactadas pela flutuação cambial (somente no último período de alta, por exemplo, tivemos o real cotado a R$ 4,00 no início do <em>bull market</em>, e em torno de R$ 1,70 ao seu final). Mas é possível traçar alguns padrões do que vimos nesses quase 50 anos:</p>
<ul>
<li><strong>Os períodos de alta duraram, em média, 5 anos;</strong></li>
<li><strong>Nesses períodos, as ações subiram, em média, 2.492%;</strong></li>
<li><strong>Os períodos de baixa duraram, em média, 8,37 anos;</strong></li>
<li><strong>Nesses períodos, as ações caíram, em média, 85,67%;</strong></li>
</ul>
<p>É interessante notar, ainda, que os períodos de baixa têm durado menos tempo. No primeiro período observado no gráfico, foram 12 anos de tendência de baixa. Nos seguintes, tivemos períodos de 7 anos e oito meses e de 5 anos e 3 meses. Claro que nossa referência histórica é curta, e portanto temos poucos dados a nossa disposição. Mas acredito que, após a abertura comercial no início dos anos 1990, tanto as altas quanto as baixas devem ser mais moderadas tanto com relação a sua duração quanto em relação a sua intensidade.</p>
<p>A propósito, o gráfico serve para mostrar que o governo Lula não foi tão benéfico aos mercados quanto normalmente a mídia alardeia. O <em>bull market</em> entre 2002 e 2008 foi, dos quatro períodos de alta, o <strong>2ª pior em termos de duração</strong> (5 anos e 7 meses, contra os <em>bull market</em> que duraram 6 anos entre 1965 e 1971 e 6 anos e 5 meses entre 1991 e 1997), além de ter sido o <strong>2ª pior em termos de rentabilidade</strong> (+2.051%, contra +3.415% entre 1991 e 1997 e +2.931% entre 1965 e 1971).</p>
<p>É difícil saber se estamos ainda vivenciando um prolongamento do período de correção do <em>bull market</em> que durou entre 2002 e 2008 ou se estamos no início de um novo <em>bull market</em>. Quem gosta dos gráficos pode estar projetando uma queda do atual patamar (cerca de 35.000 pontos na escala dolarizada) para cerca de 6000 pontos no próximo ciclo de baixa, algo em torno de 10.000 pontos na escala do Ibovespa. Não é o meu caso: só sei que, depois da tempestade, vem a bonança; e depois da bonança, nova tempestade. A ver o que está por vir.</p>
<p><strong>Últimos artigos:</strong></p>
<p><strong>A relação entre o preço e o valor patrimonial de uma ação</strong></p>
<p>O indicador fundamentalista mais utilizado para avaliar se uma ação está supervalorizada ou barata é, sem sombra de dúvidas, a relação Preço/Lucro, que estabelece a relação entre o preço de uma ação e o lucro proporcional da empresa. Mas outro indicador que é bastante utilizado na análise fundamentalista é a relação entre o preço da ação e o valor patrimonial proporcional a ela: o Preço/Valor Patrimonial da Ação (ou P/VPA). Vejamos como utilizar esse indicador para avaliar se o preço de uma ação é justo.</p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2012/01/valor-patrimonial-acao/" class="extlink">Leia o artigo completo</a></p>
<p><strong>Quando aplicar na poupança?</strong></p>
<p>A poupança é, sem sombra de dúvidas, o mais popular dos investimentos no Brasil. Modalidade de investimento facilmente acessível a todos os investidores, por muito tempo foi sinônimo de investimento seguro – curiosamente, fama mantida mesmo após o confisco ocorrido no governo Collor. Até hoje, é o investimento mais popular do país, apesar da baixa rentabilidade. Muito embora não veja a poupança como um bom investimento no longo prazo, e ela mal resulte em algum ganho real para o investidor, ela também tem algumas vantagens em relação a outros investimentos, especialmente para quem dispõe de pouco capital para investir ou está começando a poupar. Confira algumas!</p>
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<p><strong>A estratégia &#8220;Dogs of the Dow&#8221;</strong></p>
<p>A estratégia &#8220;Dogs of the Dow&#8221; é a prova de que, muitas vezes, ganhar dinheiro no mercado de ações não é uma questão de inteligência. Adotar uma estratégia simples pode muitas vezes ser suficiente para bater o mercado por grande margem. A estratégia &#8220;Dogs of the Dow&#8221; (cães do Dow) funciona do seguinte modo: o investidor compra, no início do ano, ações das 10 maiores pagadoras de dividendos entre as empresas listadas no índice Dow Jones. No último dia do ano, as ações que não respeitam mais esse critério são vendidas e o investidor repete o processo, comprando uma participação nas 10 empresas que mais pagaram dividendos nos doze meses anteriores. Mas quais os fundamentos dessa estratégia? E, mais importante: ela funciona?</p>
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<p><strong>Os melhores artigos de 2011</strong></p>
<p>Fechando a primeira semana de 2012, nada melhor do que relembrar os melhores artigos do ano passado. Há muito material cuja importância não se perdeu ao longo do tempo e, por isso, trago ao leitor a minha humilde seleção dos posts que considerei mais relevantes no ano. Espero que vocês curtam!</p>
<p><a href="http://opequenoinvestidor.com.br/2012/01/os-melhores-posts-de-2011/" class="extlink">Leia o artigo completo</a></p>
<p><strong>A rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto em 2011</strong></p>
<p>O Tesouro Direto foi uma boa opção de investimento em 2011? No início do ano, é importante verificar como se saíram os investimentos financeiros mais comuns. Já sabemos que o Ibovespa foi mal e que o Ouro foi um dos ativos que mais se valorizaram no ano passado, e sabemos também que o CDI não foi um mal investimento. Mas como se saíram os títulos do Tesouro Direto em 2011?</p>
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<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/QIdx/~4/IyI9d2wnGuM" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Veja o <a href="http://feedproxy.google.com/~r/com/QIdx/~3/IyI9d2wnGuM/"title="Quando virá o próximo bull market?"  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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		<title>Onde investir em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 00:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Nascimento</dc:creator>
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<p>Poupança, Tesouro Direto, fundos, CDB, Bolsa de Valores, porquinho. Para onde irá o seu rico dinheirinho neste 2012 que mal acabou de começar? Se você ainda está esperando a bola de cristal sair do conserto, pode ser uma boa analisar o que aconteceu na economia brasileira e internacional nos últimos meses. E, claro, olhar as previsões econômicas para este ano. A Europa deve continuar mal das pernas. O Brasil deve seguir com a política de corte de juros e estímulo às compras. Ajudou? Não? Então talvez você queira dar uma olhada na opinião dos especialistas ouvidos pelo Diario de Pernambuco.</p>
</div>
<p>“Ainda há uma grande dose de incerteza. A gente deve considerar que as pessoas devem ter uma forma mais conservadora de olhar os investimentos neste início de ano”, afirma Aristides Cavalcanti, sócio da Finacap, consultoria financeira e de mercado de capitais. A poupança é a aplicação mais conservadora entre as aplicações conservadoras. Será que vale a pena? Rodrigo Leone, sócio-diretor da Quick Finanças Pessoais e um dos autores do blog <a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/vouinvestir/" target="_blank" class="extlink">Vou Investir</a> acha que a poupança é um péssimo negócio.</p>
<p>João Henrique Albuquerque, gerente regional da Magnum Investimentos, pensa diferente. “Com a queda da Selic (taxa básica de juros da economia), a poupança pode ficar mais interessante do que alguns fundos DI, porque não conta com a figura da tributação.” Leandro Strasser, gerente comercial da Finacap lembra que o “fenômeno” da poupança rendendo mais do que alguns fundos de renda fixa já é uma realidade. A liquidez da poupança – se você precisar, o dinheiro está disponível – é outra vantagem apontada por Albuquerque. Mas o gerente da Magnum não é tão fã da poupança assim.</p>
<p>Ele diz que, com o mesmo valor aplicado na poupança, dá para conseguir taxas melhores no CDB, que também é um investimento conservador. Só que tem um detalhe que pode fazer toda a diferença. Normalmente o CDB (Certificado de Depósito Bancário) oferece melhores taxas para quem tem o porquinho mais recheado. Algo como R$ 100 mil. Ainda na linha da renda fixa e dos investimentos mais conservadores, o Tesouro Direto deve seguir dando alegrias em 2012. Os pequenos investidores (aqueles que aplicam até R$ 5 mil) são maioria. Em novembro, representaram 62,3% do total de investidores.</p>
<p>Mas antes de fazer a aplicação é preciso observar algumas recomendações. Com o cenário de queda dos juros, o melhor é optar por títulos vinculados à inflação, que não deve ser tão menor que a de 2011. “O interessante de aliar o título à inflação é manter o poder de compra”, diz João Henrique Albuquerque. Rodrigo Leone concorda e reforça que os títulos atrelados à Selic devem ser evitados. Também é preciso lembrar que, no mundo dos investimentos, nada é definitivo. “São só previsões. Tudo pode mudar. Depende da economia”, finaliza Leone. Verdade.</p>
<p><strong>E o mercado de ações????????</strong></p>
<p>Em 2011, a Bovespa patinou. Isso fez com que muita gente desse meia volta e saísse do mercado de ações. Precisava mesmo? Os quatro especialistas ouvidos pelo Diario acreditam que não. O mercado de renda variável pode, sim, valer a pena. Desde que o investidor tenha estratégia de longo prazo e disciplina. “No longo prazo, a Bolsa de Valores pode remunerar mais. Mas é preciso orientação profissional para ampliar corretamente”, defende Leandro Strasser, da Finacap.</p>
<p>Rodrigo Leone destaca que, no atual momento da bolsa (de queda), “é interessante ter ações sem se preocupar com a valorização do papel, mas com bons dividendos”. Quer um exemplo? As empresas do setor de energia elétrica. João Henrique Albuquerque, gerente da Magnum Investimentos, fez um rápido levantamento. Segundo ele, a Eletropaulo (ELPL4) pagou 20,6% em dividendos. Em tempo: o dividendo é a parcela do lucro da empresa distribuído aos seus acionistas.</p>
<p>As boas notícias não param para quem comprou ações da Eletropaulo. Elas subiram mais de 30% no ano. Outras empresas que também estão com as ações em alta são a Ambev, a Hering e a Souza Cruz. “O Ibovespa (principal índice da bolsa paulista) caindo não quer dizer que todas as empresas caíram”, diz Albuquerque. Por outro lado, os medalhões Petrobras, Gerdau e Usiminas desceram a ladeira em 2011. Ou seja, é tudo questão de saber escolher.</p>
<p><em>* Matéria publicada na edição de 2 de janeiro de 2012. Confira nos posts acima mais dicas.</em></p>
<p>Veja o <a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/?p=11443"title="Onde investir em 2012"  rel="nofollow" target="_blank" class="extlink">artigo original no site do autor</a></p>
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