Quando você pensa em planejamento para o futuro, o que lhe vem à cabeça? A casa nova, o carro zero, a viagem dos sonhos, a aposentadoria… Todas essas são aspirações importantes e que exigem planejamento. Mas, hoje em dia, um dos maiores investimentos que um pai tem é com relação à educação de seus filhos, visando oferecer um ensino de qualidade para as crianças.
A maioria das pessoas já sabe dessa necessidade, porém normalmente alimenta a ilusão de que esse não é um assunto para se preocupar agora. Afinal, falta muito tempo para seu filho entrar na universidade, não é mesmo?
Se você se enquadra neste grupo, é melhor rever seus conceitos. Hoje em dia é raro encontrar crianças com três anos de idade que não estejam na escola. Considerando que boa parte dos cursos universitários tem duração de quatro anos, fica fácil ver que, da pré-escola até a conclusão da faculdade, estamos falando de 19 anos de estudo.
No bolso
Pesquisa realizada em 2007 pelos principais sindicatos dos estabelecimentos escolares da rede privada do Brasil revelou que o custo anual com o ensino infantil e fundamental era de R$ 7.200,00 somente com as mensalidades. Segundo o Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), as despesas com educação são agrupadas em três categorias: educação formal, outros cursos e leitura, papelaria e material didático.
Boa parte das escolas trabalha com o conceito de doze mensalidades, o que substitui o antigo conceito de matrícula e mensalidade. Os custos também variam com o ano letivo em que a criança se encontra. Segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas), as famílias brasileiras gastam mais que o dobro para pagar universidades do que para custear a educação fundamental de seus filhos.
Além disso, segundo a FGV, os pais podem esperar gastar cerca de 7% do valor da mensalidade com material, uniforme e cursos não formais, como aulas de inglês e informática.
Quando começar?
Diante destes números, é possível perceber que oferecer uma educação de qualidade aos filhos no Brasil custa caro e, portanto, o planejamento deve começar nos primeiros dias de vida da criança.
A dica é, a partir de então, aplicar um percentual do orçamento doméstico todos os meses. Além disso, parte dos “extras”, como 13º salário, férias, bônus, participações em lucros etc. também deve ser destinada para este mesmo fundo. É importante que, durante todo o período da poupança, o orçamento doméstico se adapte à nova realidade, imaginando que aquela parte depositada não integre mais o orçamento doméstico. Ou seja, defina uma data para os depósitos e “esqueça” o dinheiro no banco.
Vale destacar que, mesmo com as crianças ingressando na escola, os pais devem manter o hábito da poupança, para que seus filhos tenham sempre à disposição um ensino de qualidade, além de um caixa para utilizar em eventuais atividades extras. Outra dica, que ajuda a economizar no ano vigente e a garantir o ano seguinte, é negociar com as escolas o valor da matrícula e das mensalidades, já que existem estabelecimentos que oferecem descontos para pagamentos à vista da semestralidade ou da anuidade.
Para não errar
Não existe bom planejamento sem objetivo e determinação. No entanto, é preciso prudência. Como em qualquer outro grande gasto, principalmente de longo prazo, é importante seguir a recomendação de não comprometer mais do que 25% do orçamento familiar com o pagamento das mensalidades e de eventuais atividades extracurriculares.
Com discernimento, certamente será possível proporcionar aos seus filhos o melhor ensino dentro de suas possibilidades financeiras.





