Com qual idade os filhos deixam de ser dependentes?

Se a pergunta for feita para qualquer pai coruja, a resposta será sempre a mesma: nunca! Ele pode trabalhar, estar casado, com filhos, mas sempre haverá um pai e uma mãe preocupados com a hora dele chegar em casa, se está bem, em boas companhias, se come direito etc.

Agora, se o assunto for tratado pelo lado tributário, existem limites: para fins de imposto de renda, por exemplo, os filhos podem ser declarados como dependentes até os 21 anos, ou 24 anos, caso sejam estudantes universitários ou de escola técnica de 2º grau.

Quando se trata de independência financeira, no entanto, a resposta pode mudar um pouco. De acordo com especialistas em educação financeira, a partir do momento que o jovem entra na faculdade, está na hora de incentivá-lo a conquistar sua independência.

“Filhinho da mamãe”
A entrada na faculdade é o momento de os pais começarem a considerar a idéia de parar de dar mesada ao filho, por exemplo. É importante que eles se dêem conta de que os filhos cresceram e os incentivem a ir atrás de um trabalho que lhe dê independência.

Não é um período fácil, mas é necessário para o processo de amadurecimento dos filhos e para o reconhecimento dos pais.

E agora?
Insegurança, medo, dúvida… Pode ser que esses sentimentos rondem tanto a cabeça dos pais quanto a dos filhos na hora de decretar a independência. Mas é neste momento que todo o ensinamento do passado e os anos de educação financeira vistos em casa serão colocados à prova.

Não significa que os pais deixarão os filhos desamparados em alguma necessidade, mas sim que as “crianças crescidas” deverão ser mais responsáveis com relação aos seus próprios atos, e gastos!

Confira abaixo alguns erros cometidos pelo em relação à gestão do dinheiro e dicas de como evitá-los:

Gastar mais do que pode, por influência de amigos
Na faculdade, muitos universitários encontram nos colegas uma influência muito forte. Sentindo-se pressionados por eles, acabam gastando mais do que podem com festas, bares e viagens, ou até mesmo roupas e acessórios.

Pensando nisso, mesmo que já trabalhe e não dependa dos pais, o jovem não deve viver além da sua realidade financeira. Ter personalidade é fundamental para uma vida universitária saudável.

Emprestar dinheiro para amigos
A inadimplência tende a ser maior entre amigos e familiares, do que junto a instituições financeiras.

Nesta fase da vida, as responsabilidades financeiras ainda são poucas, de forma que é improvável que o jovem esteja financiando uma casa ou pagando a escola dos filhos, por exemplo, o que o motiva a emprestar dinheiro na intenção de ajudar o amigo. Caso isso aconteça com seu filho, procure fazê-lo ver que será mais produtivo ensinar o colega a cortar gastos e aprender novos (e bons) hábitos nas finanças pessoais.

Ainda é cedo para planejar
Se gastar por impulso ou influência é ruim, a situação se agrava ainda mais quando o jovem sequer tem idéia do quanto recebe, e para onde está indo o seu dinheiro.

É preciso ter consciência do quanto recebe e pode gastar. Se não funcionar no papel, certamente não irá funcionar na vida real, e o mais provável é que, no final do mês, deixe de pagar suas contas e tenha que pedir dinheiro para vocês, pais.

Por mais distante que o futuro pareça para seu filho, é importante você apoiá-lo neste crescimento. Quanto mais preparado estiver, melhor!

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