Pensar em aposentaria normalmente é pensar no longo prazo. E quando falamos em futuro, é inevitável deixar de questionar: como será minha vida financeira daqui a alguns anos? Ao parar de trabalhar, como manterei meu padrão de vida e o da minha família?
Estas são, normalmente, as preocupações mais frequentes quando o assunto é aposentadoria, principalmente diante das evidências de que a previdência pública dificilmente irá proporcionar toda a tranquilidade financeira necessária ao final da vida produtiva de qualquer trabalhador.
Diante deste cenário, o poupador conta com diversas opções para investir no longo prazo, desde os fundos de previdência privada, tradicionais para esse objetivo e que vão ao encontro de grande parte dos anseios destes investidores, até o mercado de ações, destinado aqueles que têm menos aversão ao risco e que reconhecem o caráter de longo prazo da renda variável.
Diversificar é o segredo
Por conta do risco do mercado de renda variável, o ideal é diversificar os investimentos, com parte dos recursos direcionada à renda fixa, com o objetivo de proteger seu patrimônio, e uma parte, menor, direcionada às ações.
A parcela de alocação entre uma ou outra aplicação vai depender de sua disposição ao risco, idade atual, prazo de investimento e de quanto você já acumulou. Normalmente as pessoas mais jovens podem estar mais expostas ao risco, pois têm mais tempo de recuperação do dinheiro, no caso de uma perda.
A premissa é a mesma com o passar dos anos. À medida que você se aproximar da sua aposentadoria, a parcela de suas economias destinada às aplicações em renda variável deve diminuir. E por quê? Como se tratam de aplicações voláteis, não previsíveis, é melhor você não correr o risco de perder parte do seu patrimônio às vésperas de se aposentar.
Aliar o útil ao agradável Quem ainda se sente pouco confortável para investir em ações, pode, como alternativa, apostar nos fundos de previdência privada que alocam parte dos recursos na renda variável.
De acordo com o perfil do investidor, o administrador do fundo tem a possibilidade de direcionar até 49% dos recursos em renda variável, que permite maiores ganhos, mas oferece mais riscos.
Considerando-se o momento atual, diante da crise e das baixas frequentes no mercado de ações, as dicas de especialistas para quem tem recursos aplicados nestas condições são:
- não ter receio de aguardar a estabilização dos fatos;
- olhar seu investimento objetivando o longo prazo;
- não agir precipitadamente.
É importante esclarecer que os percentuais permitidos de alocação em renda variável são chamados de percentuais máximos, ou seja, o teto aonde a alocação pode chegar. Portanto, o administrador do fundo, em condições de baixa, tem a possibilidade de diminuir o montante e direcioná-lo a aplicações de menor risco, diminuindo as perdas para o investidor.





