Poupar e investir de olho no futuro são ensinamentos básicos que nos são passados desde pequenos… Ou que, pelo menos, deveriam ser.
Agora, depois de trabalhar a vida inteira, educar filhos, manter responsabilidades e contas em dia, quando chega a aposentadoria e o tão sonhado momento de descanso, como organizar o patrimônio conquistado ao longo dos anos e os rendimentos que ainda entram em sua conta-corrente, frutos de benefícios da aposentadoria, aluguéis etc.?
Lembre-se que a preocupação nesta etapa da vida passa a ser diferente: primeiro vem a qualidade de vida, depois a intenção de acumular e manter o patrimônio.
Assim, onde aplicar o dinheiro nesta fase?
Decisão individual
Quando se trata de investimento, não existe aplicação melhor ou pior. Existe, sim, aquela que mais se encaixa aos seus objetivos e condições financeiras.
Para identificar seu perfil, alguns pontos devem ser analisados:
- Valor: quanto você pode investir?
Planeje metas confortáveis e de acordo com seu orçamento. Não adianta investir todo o seu 13º salário hoje, se amanhã terá de resgatá-lo. É melhor investir uma pequena parte do valor e deixá-lo aplicado por mais tempo, do que colocar uma grande quantia e precisar dela depois. Definido o valor, verifique as aplicações que permitem o aporte de acordo com o seu planejamento. - Prazo: por quanto tempo você quer e pode manter o dinheiro investido?
Quando “expira” sua meta? A melhor aplicação para você vai depender do tempo que tiver para investir. Avalie o tempo mínimo de investimento de cada aplicação e escolha aquela que condiz com seus objetivos. - Risco e retorno
As duas variáveis estão diretamente ligadas, ou seja, quanto maior o risco que quiser, e puder, correr, maior será o retorno do seu investimento.
Analisando as variáveis acima, opções mais conservadoras, como poupança e fundos de renda fixa, são as mais adequadas nesta fase da vida. Nesta etapa, é melhor pensar mais em segurança e ser menos agressivo.
Tudo ao seu tempo
Com a crise financeira, que acomete os mercados mundiais desde o ano passado, as ações das empresas brasileiras ainda estão bem baratas.
No entanto, é importante lembrar que, para entrar no mercado de renda variável, existe uma regra básica: quanto mais jovem for, mais pode carregar seus investimentos em renda variável, pois tem o tempo a seu favor e, no longo prazo, nada ganha das boas empresas listadas na bolsa de valores.
Assim, pessoas mais experientes, que já estão na fase de aproveitar a merecida aposentadoria, devem buscar aplicações mais conservadoras, que lhe garantam um ganho menor, porém mais seguro.
Segundo especialistas em finanças pessoais, o percentual de alocação dos investimentos em renda variável pode seguir a seguinte divisão por faixa etária:
- Até 30 – 35 anos: até 50% em renda variável (perfil agressivo)
- De 36 a 54 anos: 30% em renda variável (perfil moderado)
- Acima dos 55 anos: 15% em renda variável, tendendo a zero com o passar do tempo (perfil conservador).
Além disso, não se recomenda, nessa etapa da vida, contratar planos de capitalização ou previdência para resgatar daqui a vinte ou trinta anos, desconfie!
Liquidez é a palavra de ordem
Existe um conceito muito importante em investimentos que você deve considerar, ao fazer seu planejamento financeiro: a liquidez. Você sabe o que isso significa?
Trata-se da facilidade de determinado ativo (investimento) ser transformado rapidamente em dinheiro.
Por exemplo: você compra um imóvel na praia e se considera tranquilo. Afinal, se precisar de dinheiro, basta vendê-lo. Porém, não é tão simples assim. De quanto tempo você precisa para vender seu imóvel na praia? Quanto mais fácil de vender e ter o dinheiro em mãos, maior a liquidez do seu imóvel.
Nesta fase da vida, recomenda-se manter investimentos de maior liquidez, pois é importante ter fácil acesso ao seu dinheiro caso precise dele numa eventualidade em família, um problema de saúde etc.
Invista em você
Na dúvida sobre a melhor aplicação nesta fase da vida, invista em você! Aproveite o tempo livre para viajar, conhecer lugares e pessoas e fazer tudo o que não podia enquanto estava, como já dissemos, pensando no futuro! O futuro é agora!





