Pedro Mello

Como transformar limão em limonada

Publicado por em 29.abril.2010    Tags: , ,

Como transformar limão em limonada

Aqui vai uma pérola sobre a construção de empresas grandes e famosas de hoje em dia que até algum tempo atrás não passavam de um pequeno negócio e um grande sonho.

Quem mandou essa história foi o Otavio Carneiro, seguidor do blog que volta e meia envia e-mails com conteúdos muito interessantes. Esse ele tirou do blog Sedentário Et Hiperativo (www.sedentario.org), que recomendo a visita.

Aqui vai…

Ficar rico não é nada simples. O dinheiro está por aí, nas mãos das pessoas. No entanto, fazer esse dinheiro ir parar no seu bolso é outra história. É claro que não há fórmulas, mas é fato que propor boas soluções para grandes problemas é um primeiro passo.

E veja que problemão tinham os pacientes do século XIX. Se você precisasse fazer uma cirurgia em 1886 os médicos certamente usariam algodão para ajudar a estancar seu sangramento. Até aí tudo bem, esse é um procedimento padrão até hoje. No entanto, naquela época as noções sobre infecção eram outras. Aliás, elas mal existiam. Por isso era comum que médicos usassem nas cirurgias algodões sujos, provenientes dos restos recolhidos do chão das tecelagens.

A taxa de mortalidade era altíssima, obviamente. Porém, isso só se tornou óbvio mesmo quando um cientista chamado Joseph Lister entendeu que todos os instrumentos cirúrgicos deveriam ser limpos, desinfetados. Esse novo princípio diminuiu as mortes e de quebra criou um novo mercado, muito bem notado pelos irmãos Robert, James e Edward Johnson. Eles fundaram a primeira fábrica do mundo a produzir uma compressa cirúrgica asséptica.

Investindo em pesquisa, a Johnson & Johnson tornou sua compressa cada vez mais esterilizada e eficiente. O fato de terem sido pioneiros colocou a empresa na frente das concorrentes. Sua capacidade de visão lhes deu o ponta pé inicial, porém seria o acaso que os deixaria realmente ricos.

E eles foram vendendo compressas até que um de seus funcionários mudou tudo. Na verdade, quem mudou tudo foi a esposa desse empregado. O nome dela era Josephine Dickson, esposa do americano Earle Dickson, funcionário da Johnson & Johnson. O que se pode dizer é que Josephine era um pouco desajeitada na cozinha. Por isso era comum que ela aparecesse com machucados causados pelos trabalhos domésticos. Como todo bom marido, Earle sempre fazia curativos em sua mulher, dando a ela toda a atenção necessária. Mas o caso é que Josephine era realmente bem desastrada e Earle, apesar de sentir pena da esposa, já estava cansado de fazer tantos curativos.

Dessa situação surgiu uma idéia. Dickson então pensou num modo de criar um curativo que pudesse ser colocado pela própria Josephine. Sendo assim, ele cortou pedaços de gaze, que depois foram colados em intervalos ao longo de uma fita adesiva. Isso facilitou muito a vida do casal e ao mesmo tempo criou o Band-aid (band = faixa e aid = ajuda, auxílio).

Agora, além das compressas, a Johnson & Johnson tinha nas mãos um dos produtos mais inovadores e bem aceitos do mercado. A fortuna foi se acumulando e a companhia passou a investir em outros setores. Em 1959 eles compraram a Laboratórios Mcneil, uma empresa menor que anos antes tinha introduzido no mercado um medicamento revolucionário. E a partir daqui começa o caso Tylenol.

O responsável pelo….

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