Texto publicado orignalmente em O pequeno investidor
Tesouro Direto tem tido boa rentabilidade em 2011
Depois de um início de ano conturbado, em que os títulos do Tesouro Direto chegaram a andar no campo negativo – em março, por exemplo, as NTN-B Principal com vencimento em 2035 chegaram a ter rentabilidade negativa em mais de 5% -, os títulos do tesouro nacional se recuperaram e já despontam como um dos grandes investimentos do ano de 2011. Isso mostra que o Tesouro Direto não é um investimento tão linear como boa parte das pessoas imagina que sejam os investimentos em renda fixa. É importante, por isso, compreender as razões da flutuação de seus preços, para não ser surpreendido com esses movimentos. No ano, há vários títulos com rentabilidade bruta superior a 12%, como você pode observar na tabela abaixo, obtida no próprio site do Tesouro Direto:
Tesouro Direto: excelente rentabilidade em 2011
Como você pode observar, o último ano foi fantástico para os investidores que confiaram no Tesouro Direto para formar parte de sua poupança. Com a queda nos juros que vimos nos últimos meses, a rentabilidade dos títulos disparou. NTN-F e LTN com rentabilidade entre 11% e 16,96% (as de prazo mais curto com menor rentabilidade do que as de prazo mais alongados), e os títulos indexados ao IPCA com rentabilidade entre 8% e 16,10% no ano. Nos últimos 12 meses, a variação ficou na faixa entre 11% (no caso das LFT, que seguem os movimentos da Selic) e 18,4%. Excelente, não?
E os próximos meses? O que vai acontecer no Tesouro Direto?
Como não tenho bola de cristal, é difícil prever o que vai acontecer nos próximos meses com o Tesouro Direto. E eu não vou me arriscar. Só quero manter claro que, se o COPOM mantiver a política de baixar agudamente a taxa Selic, é bem provável que os atuais títulos continuem ainda por um bom tempo a apresentar rentabilidade excepcional, bem acima do que CDBs e Fundos DI têm pago. Mas lembre-se de que o movimento pode se inverter a qualquer instante. Se a inflação disparar, pode ocorrer de a prioridade do governo – que agora é a de manter relativamente aquecida a economia – mudar, e passar a de controlar a inflação. Infelizmente, novamente o governo acena com mudanças no IPCA (para diminuí-lo artificialmente?), ao invés de diminuir seus gastos e garantir maior crescimento com menor inflação com base na robustez da atividade econômica. Vejamos os próximos capítulos e como essas mudanças afetarão o rendimento do Tesouro Direto…
Tags: inflação, poupança, renda fixa, tesouro direto
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