Fabio Faria

Por que pouca gente fala da classe B?

Publicado por em 14.abril.2011   

Por que pouca gente fala da classe B?

São diversas as manchetes de jornal e as análises corporativas que apontam para a crescente importância da nova Classe C. Entre os anos de 2003 e 2009, mais de 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza (Classe E), sendo que a classe C aumentou sua população em 29 milhões de pessoas (segundo dados da pesquisa “A Nova Classe Média” realizada pela Fundação Getúlio Vargas publicada em setembro de 2010). Mas um fato pouco mencionado hoje em dia é que há previsão de crescimento continuado para o Brasil e, diferentemente de outros países emergentes, com redução da desigualdade. Esta grande ascensão social não se limitará às classes D e E (mais pobres). Neste mesmo período de 2003 a 2009, mais 3 de milhões de brasileiros ingressaram na classe B e mais de 3 milhões ingressaram na classe A. Vale lembrar que as classes A e B são os segmentos mais ricos da população, logo são as pessoas que possuem maior renda disponível para gastos extras, consumidoras de produtos mais exclusivos que proporcionam às empresas maiores margens de lucro. Uma grande oportunidade para diversos setores da economia se abrirá no Brasil na próxima década, quando esta grande parte da população que hoje se concentra na classe C continuar expandindo seu poder aquisitivo e iniciar o consumo mais amplo de bens e serviços de grande valor agregado. Em 2006, o número de telefones celulares no Brasil superou o de telefones fixos (segundo o IBGE). Hoje em dia, na grande São Paulo há 3 celulares para cada telefone fixo. No Brasil já há mais celulares que pessoas, isso mesmo o Brasil tendo o serviço de telefonia celular mais caro do mundo. O número de passageiros interestaduais por avião já superou o equivalente por ônibus no Brasil, e a Gol registrou alta no fluxo de passageiros de 19% no mês de março comparado a março do ano passado. E recentemente, a Apple confirmou a instalação de uma fábrica para seus equipamentos no Brasil. Todos estes números e fatos são sinais evidentes do cenário de ascensão social vivido pelo Brasil. Para os empreendedores de plantão: se a primeira década do século 21 foi a década da classe C, esta década que se inicia será definitivamente a década da classe B.

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