Carlos Boszczovski

Os balanços corporativos e o trigo na Europa deram o tom no mercado

Publicado por em 29.julho.2010    Tags: , , , , ,

Os balanços corporativos e o trigo na Europa deram o tom no mercado

O noticiário corporativo ganhou importância no Brasil, com a safra de balanços e operações de aquisição entre empresas, agitando o pregão desta quarta-feira na BM&FBovespa (BVMF). A espanhola Telefónica chegou a um acordo com a Portugal Telecom para comprar a fatia que a empresa portuguesa detém na brasileira Vivo, após ter elevado a oferta para 7,5 bilhões de euros.

O Bradesco inaugurou a safra de balanços entre os bancos e anunciou um aumento de 4,7% do lucro no segundo trimestre deste ano, para R$ 2,405 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, a alta foi de 14,4%. Por outro lado, a Weg, fabricante de motores e equipamentos elétricos, encerrou o segundo trimestre de 2010 com lucro líquido de R$ 116,138 milhões, queda de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando era de R$ 129,670 milhões. Também o Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 188,5 milhões no primeiro semestre, incluindo as operações da rede Ponto Frio, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira. O resultado é 6,3% inferior ao obtido no mesmo período em 2009.

No exterior, a temporada de balanços seguiu a todo vapor, com novos números robustos de bancos europeus e também de companhias do setor de tecnologia. Os resultados, no entanto, foram incapazes de dar uma direção para os negócios na Europa, ao passo que o mercado em Wall Street ficou pressionado pela queda de 1% nas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos em junho, ante expectativa de alta de 1,1%. O mercado também ficou na expectativa da leitura do livro Bege, que aconteceu às 15h00min e acabou acentuando a queda do Dow Jones.

O índice CRB indicou que a maioria das commodities ficou do lado positivo. O petróleo ciscou dos dois lados, com traders curtos, na faixa dos US$ 77,00 o barril em Nova York. Nos agrícolas o trigo voltou a dar sustentação em Chicago, devido o problema da seca na Europa. A Rússia pode restringir exportações, o que acabou puxando o milho e a soja juntos.

Na BVMF, os futuros agropecuários ficaram em alta, exceção ao boi gordo que encontrou um dia de correção técnica.

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