O receio de desaceleração da demanda chinesa e a preocupação com a crise na Europa arrastaram novamente para baixo o euro. A moeda europeia caiu hoje com força para US$ 1,2111, o nível mais baixo dos últimos quatro anos, o que impacta negativamente os preços das commodities. O petróleo e o cobre chegaram registrar desvalorização ao redor de 2,5%.
O temor dos investidores é que as agências de qualificação de risco rebaixem a nota da dívida soberana da França e da Itália, devido às dúvidas sobre sua capacidade de sustentar as contas públicas. Também o desemprego na zona do euro alcançou em abril um novo recorde e subiu um décimo percentual em comparação com o mês anterior, para 10,1% da população ativa, impulsionado pela taxa da Espanha (19,7%), país com o mais alto nível entre os membros da zona do euro. Mais: o alerta do Banco Central Europeu de que os bancos da zona do euro podem enfrentar 195 bilhões de euros em baixas contábeis em 2010 e 2011 em consequência de uma perspectiva econômica incerta, foi mais uma variante no tabuleiro da situação financeira dos países europeus.
Mas como a volatilidade está vertiginosa as coisas foram melhorando. O índice Dow Jones que chegou a trabalhar com mais de 1% de queda positivou e puxou junto o Ibovespa, melhorando nosso quadro acionário, sem no entanto, tirar nosso índice do negativo.
As commodities também tiveram uma melhora. O petróleo recuperou-se depois de amanhecer em forte queda com barril voltando para casa dos US$ 73,00 em Nova York. Chicago também se enquadrou no perfil de realização após o feriado de ontem.
Na BM&F o café foi destaque da alta seguindo a bolsa de Nova York. Muitas chuvas, na Guatemala, Honduras e El Salvador, além do ciclone extra tropical Agatha, que atingiu a Nicarágua ontem, podem prejudicar a produção de café na região, que é importante fornecedor de grãos de qualidade ao mercado.




