Quando a alta de juros promovida pelo Banco Central começou, fiz minhas reclamações, por entender que havia outros passos a serem dados antes de imputar um custo social elevado à população. Eu falo em custo social elevado porque, com uma dívida em títulos maior do que R$ 1.400.000.000.000,00 (um trilhão e quatrocentos bilhões), a cada 1% de juros aumentado geram quase uma bolsa família de custo por ano. E, para quem não se lembra, nossa taxa subiu 2%, de 8,75% ao ano para 10,75% ao ano.
Ao que nos concerne do ponto de vista de aplicadores (parabéns!), esta mudança gerou uma perda inicial para quem detinha os chamados investimentos em renda fixa prefixada, isto é, aquelas operações em que as taxas de juros estão acertadas numericamente no momento da contratação. Quando você fecha uma determinada taxa e depois os juros sobem, lhe dá, intuitivamente, a impressão de que você poderia ter feito um negócio melhor. E é fato.
Porém, a coisa agora (não sei até quando) mudou. Provavelmente, até as eleições a taxa de juros deverá ficar inalterada, o que já causou uma correção nos papéis que pagam taxas de juros fixas (CDB – Pré e Títulos públicos do tipo LTN e NTN).
Lembro que, embora isso tenha acontecido, fazer operações com base em cenários instantâneos é uma atitude pouco sensata para quem não está acompanhando o mercado com lupa. Todavia, me parece que, se os administradores dos fundos de renda fixa do tipo longo prazo tiverem acertado, é provável que estes fundos apresentem um resultado um pouco melhor do que os referenciados DI.
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