A formiga e a cigarra e a galinha dos ovos de ouro são duas das fábulas clássicas da literatura mundial que a maioria de nós conheceu na infância. Assim como aconteceu com nossos pais e com gerações antes deles.
Como a maioria das fábulas clássicas, essas trazem ensinamentos. Lições que podem ser aplicadas em qualquer situação. Em qualquer país. Em qualquer família. Você já tinha percebido quantos fundamentos de educação financeira estão inseridos nessas fábulas? E ainda tem gente que pensa que educação financeira é coisa nova!
Embora esse rótulo tenha ganhado corpo e força recentemente, há muito tempo existe preocupação com esse assunto. Mas agora as ações começam a se organizar. Já existe até uma Estratégia Nacional de Educação Financeira, a ENEF. O Ministério da Educação, junto com as quatro entidades reguladoras do Sistema Financeiro – CVM, BACEN, SUSEP e SPC estão fazendo a parte deles. Em breve todas as escolas públicas do ensino fundamental ao ensino médio terão educação financeira no currículo.
Mas e nós? E as famílias? E as escolas privadas?
É preciso que pais e escolas também se preocupem com a educação financeira das crianças. É preciso que sejam oferecidos instrumentos que despertem o interesse pelo tema. E na infância, nada melhor do que jogos e livros. Valer-se do lúdico para ensinar.
E não são poucas as alternativas. Mesmo para quem não se sente preparado para educar crianças financeiramente pode começar oferecendo livros. Livros infantis de educação financeira. E algum tempo para ler e refletir junto com as crianças. Podemos aprender juntos.
Peguemos a fábula da galinha dos ovos de ouro. Ensina, com sabedoria e sutileza, o quanto a ganância desmedida pode levar as pessoas a se prejudicarem, a desperdiçar oportunidades, a cavar a própria infelicidade. Mostra também que seria possível viver bem e feliz com uma renda certa por longo tempo – como os assalariados, por exemplo, ao invés de arriscar tudo num devaneio. Também nos ensina que mesmo que tenhamos uma galinha dos ovos de ouro, é preciso igualmente cuidar bem das demais, pois nem só de ouro se vive. Percebe-se que é preciso diversificar as fontes de renda.
E cada pessoa, cada criança, lê e percebe a história de uma maneira diferente. O importante é provocar a reflexão. Também para isso servem os livros, as fábulas.
Já são centenas, talvez milhares, as escolas brasileiras que vêm introduzindo educação financeira por meio da adoção ou recomendação de livros relacionados ao assunto. Àquelas que desejarem complementar ou iniciar a tarefa, eis uma lista com sugestões…..




