No início do ano, as projeções para o Ibovespa esbanjavam otimismo. Após recuperação forte em 2009, analistas previam o principal índice da bolas brasileira acima dos 83 mil pontos ao final de 2010.
Enrtetanto, o mês de janeiro trouxe um balde de água fria aos mais otimistas, com o Ibovespa recuando 4,65% no mês. Enquanto parte do mercado enxergou o movimento apenas como uma realização de lucros e não mudaram suas projeções de longo prazo, outros se mostraram mais pessimistas.
Mas, em fevereiro e março, a bolsa mostrou recuperação, subindo 1,68% e 5,82%, respectivamente. Mais do que isso, na última semana o benchmark renovou, por duas vezes, a maior alta desde junho de 2008, batendo 71.784 na quinta-feira (8).
As commodities – com escalada nos preços do cobre, níquel e do minério de ferro – inspiram essa volta ao otimismo, com boas perspectivas para o setor de mineração, que também deve se beneficiar da flexibilização dos contratos, agora com um sistema de reajustes trimestrais. Dentro desta perspectiva, nomes com forte peso no índice, como Vale (VALE3, VALE5) e Usiminas (USIM3, USIM5) alimentam as esperanças de analistas. Jogando contra, a Petrobras, também de grande peso na bolsa, segue penalizada pela indefinição acerca do plano de capitalização.
Para o analista Carlos Sequeira, do BTG Pactual, “apesar do começo difícil, mantenho o target de 82 mil pontos para o índice ao final do ano”. Sequeria aumentou a exposição a commodities em abril, além de elevar a recomendação do setor siderúrgico para acima da média do mercado.
“Após a recuperação em março do Ibovespa, acreditamos que as condições são favoráveis para a manutenção do otimismo com o mercado acionário brasileiro no curto prazo”, comenta a estrategista da Ativa Corretora, Mônica Araújo, que também cita a alta no preço das commodities como “bastante favorável para a bolsa brasileira”, apesar da desconfiança com a economia global.
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